
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) escolheu, na tarde desta quinta-feira (28), o juiz de direito promovido a desembargador da Corte, em substituição a Fabio Clem de Oliveira. O novo desembargador, já oficialmente empossado, é Luiz Guilherme Risso, até então titular da 2ª Vara Criminal de Vitória. Ele teve o nome referendado, à unanimidade, pelos desembargadores que participaram da votação.
A promoção se deu pelo critério de antiguidade. Com a condenação do juiz Maurício Camatta Rangel à aposentadoria compulsória, no mês de abril, em três processos administrativos disciplinares julgados pelo Pleno do TJES, Risso passou à condição de primeiro da “fila de antiguidade” na Justiça Estadual.
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Somando-se a isso o fato de ele ser respeitado e benquisto, de modo geral, pelos atuais desembargadores, a votação, em sessão do Pleno, nesta quinta-feira, foi praticamente homologatória.
Além de Risso, inscreveram-se no processo os seguintes juízes:
. Moacyr Caldonazzi de Figueiredo Côrtes
. Lyrio Regis de Souza Lyrio
. José Luiz da Costa Altafim
. Telmelita Guimarães Alves
Em janeiro, Camatta também chegou a se inscrever. Mas, como foi condenado à aposentadoria, sua inscrição foi desconsiderada pelo TJES.
Aliás, de acordo com fontes do Poder Judiciário Estadual, o dilatado hiato entre a aposentadoria de Fabio Clem, em janeiro, e sua sucessão na Corte, quase cinco meses depois, explica-se precisamente pela situação de Camatta: o tribunal não queria promovê-lo por antiguidade, de modo que a data da eleição só foi marcada após o julgamento dos primeiros PADs contra ele.
Quem é o novo desembargador
No próximo mês de junho, Luiz Guilherme Risso completará 36 anos de carreira, tendo ingressado na magistratura em 1990.
Formado em Direito pela primeira turma da então Faculdade Vila Velha, atual Universidade Vila Velha (UVV), Risso iniciou a trajetória profissional como promotor de Justiça, aos 23 anos. Ao longo da carreira, atuou em diversas comarcas do interior do Estado e também como promotor do Júri da Capital.
“Para mim, essa promoção por antiguidade possui um significado próprio. Está além da passagem de décadas dentro da magistratura e das etapas naturais da carreira. Foram mais de 30 anos de trabalho até aqui, milhares de audiências, despachos, sentenças e decisões difíceis. […] Vou honrar a escolha com a mesma dedicação que mantive durante todos esses anos de magistratura”, declarou o novo desembargador, em seu primeiro discurso, logo após prestar o juramento de posse.
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