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Exclusivo: o Álbum de Figurinhas da Copa Eleitoral do ES

Contagiados pelo clima da Copa e no embalo da onda da garotada, criamos e apresentamos um pequeno “álbum” com as figurinhas dos candidatos já definidos ao Governo do Espírito Santo... e uma que ainda falta, pois o jogador não foi definido

Escrito por Vitor Vogas

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Se não pode com eles, junte-se a eles. Se não pode com o tema, funda-se ao tema. Por mais importante que seja, está difícil reter a atenção do público capixaba, e do brasileiro em geral, para o noticiário político. É normal, é compreensível e assim será pelas próximas semanas. Afinal, estamos a viver os dias da tão aguardada Copa de 2026. O Brasil para para respirar futebol.

Mas ano de Copa é sempre, também, ano de eleições gerais no país. Neste ano, mal termina a Copa, começa a o processo eleitoral. Em 20 de julho, dia seguinte à data da grande final, terá início o período das convenções partidárias, quando os partidos tomarão suas decisões sobre alianças e candidaturas. Mas, no Espírito Santo, algumas delas já estão bem definidas.

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Por isso, “rendendo-se” ao clima geral, a Coluna Vitor Vogas também se deixa levar pela onda da Copa. Nesse espírito, criamos e com muito prazer apresentamos o “Álbum da Copa do Mundo Eleitoral do ES”.

Afinal, após 24 anos com as mesmas duas figurinhas carimbadas (mas repetidas) se revezando no poder no Estado, os eleitores capixabas enfim vão eleger um governante diferente de Renato Casagrande e Paulo Hartung.

O primeiro pacote de figurinhas, disponível abaixo, contém três candidatos certos, confirmadíssimos na disputa pelo cargo de governador do Espírito Santo.

No entanto, uma quarta figurinha está faltando, até porque sua participação nesta Copa ainda não foi definida. Se o for, terá de ser incluída em uma segunda impressão deste álbum, mais ou menos como a do Neymar no álbum oficial da Copa organizada pela Fifa.

Eis as nossas figurinhas para você, de graça e por ordem alfabética!

Helder Salomão (PT)

Prefeito de Cariacica por dois mandatos, de 2005 a 2012, e deputado federal por três mandatos consecutivos (sendo o mais votado em solo capixaba em 2022), Helder Salomão desta vez será candidato a governador, pelo partido de sua vida pública inteira: o Partido dos Trabalhadores (PT).

Para isso, Helder conta com o aval da direção nacional do PT e com o apoio pessoal já declarado pelo presidente Lula, maior líder da legenda de esquerda. Além de tentar chegar ao Palácio Anchieta, o deputado garantirá um palanque para Lula, no Espírito Santo, na campanha deste pela reeleição (algo que ele não teve em 2022). Helder, enfim, buscará ajudar o PT a chegar ao hexa, após cinco vitórias em eleições diretas presidenciais (2002, 2006, 2010, 2014 e 2022).

Lorenzo Pazolini (Republicanos)

Delegado de carreira da Polícia Civil do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini entrou na política em 2018, ano em que disputou e venceu sua primeira eleição, para deputado estadual, pelo pequeno e extinto PRP. Elegeu-se para a Assembleia como o segundo mais votado.

Em 2020, foi eleito prefeito de Vitória, no 2º turno, já no Republicanos. Em 2024, reelegeu-se no 1º turno. Agora, pela mesma legenda conservadora, vai tentar chegar ao Palácio Anchieta. Para isso, precisou renunciar ao cargo de prefeito em abril, por força da legislação eleitoral. Chega à disputa falando em “renovação política” e “mãos limpas” e apresentando suas realizações no Executivo da Capital, assumido em abril por sua vice-prefeita e aliada, Cris Samorini (PP).

Ricardo Ferraço (MDB)

Governador desde abril, Ricardo Ferraço é candidato à reeleição pelo MDB e tentará se manter no cargo pelo voto popular, após mais de 40 anos de experiência na vida pública. Foi vereador de Cachoeiro (sua terra natal), deputado estadual por dois mandatos, presidente da Assembleia, deputado federal (um mandato), vice-governador de Paulo Hartung e senador da República. Em 2018, não conseguiu a reeleição no Senado.

Após quatro anos na iniciativa privada, estreitou a parceria política com Renato Casagrande (PSB), hoje seu maior apoiador, e foi eleito seu vice-governador em 2022. Com a renúncia de Casagrande, assumiu o governo em abril. Tem pregado a continuidade das realizações do governo, ao qual está dando sequência, sob o slogan de que o “Espírito Santo é o Brasil que dá certo”.

Partido Liberal (PL)

O PL ainda não decidiu se quer ou não quer entrar neste álbum. E, quando escrevemos PL, leia-se Magno Malta. De volta a Brasília desde 2023, o senador é o presidente estadual do partido da família Bolsonaro e exerce uma liderança centralizada em sua pessoa.

A pergunta que pode redefinir os rumos da eleição estadual, mas que ainda permanece sem resposta, é se Magno levará o PL a apoiar Pazolini no 1º turno, em coligação com o Republicanos, ou se lançará candidato próprio a governador. Quanto à primeira opção, há tratativas em curso entre os respectivos dirigentes, ainda sem definição. A principal condição de Magno é apoio a sua filha, Maguinha Malta (PL), para o Senado.

Já na segunda hipótese, se não houver acordo entre as partes, o PL cogita mesmo sair com candidato próprio. E o próprio Magno é o principal cotado por correligionários para se candidatar a governador.

Fale com o colunista: vitor.vogas@gruposim.com.br

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