
Junção dos partidos PP e União Brasil, a Federação União Progressista (doravante, UP) é muito poderosa porque é muito grande: tem cerca de 100 deputados na Câmara Federal e, por isso, muito tempo de propaganda de TV e rádio e muita verba pública do Fundo Eleitoral para financiamento de campanhas Brasil afora.
Nas eleições deste ano no Espírito Santo, sob a presidência do deputado federal Josias da Vitória, essa federação está com Ricardo Ferraço (para o governo) e Renato Casagrande (primeira vaga para o Senado).
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Em cada unidade da federação, cada coligação partidária poderá lançar um candidato a governador e dois ao cargo de senador. No Espírito Santo, a chapa da situação tem Ricardo como candidato a governador e Casagrande como primeiro candidato a senador. A briga entre outros aliados é pelo preenchimento da segunda vaga.
Pelo tamanho que tem, o UP poderia reivindicar essa segunda vaga, a qual poderia ser ocupada pelo próprio Da Vitória.
Ele mesmo, em entrevistas anteriores, afirmou que estava disposto a lançar uma candidatura majoritária desta vez – leia-se: concorrer ao Senado. O deputado e dirigente do UP reiterou essa disposição do ano passado até março deste ano – quando a federação anunciou o apoio a Ricardo para o Governo do Estado.
Agora o quadro mudou e, segundo o mesmo Da Vitória, o UP decidiu não pleitear essa segunda vaga ao Senado. Ele mesmo não será candidato a senador, e sim à reeleição na Câmara dos Deputados.
O que a Federação União Progressista quer (e faz questão de obter) é a candidatura a vice-governador(a) de Ricardo Ferraço. Assim garante o próprio Da Vitória, em declaração dada à coluna na terça-feira (9).
A federação prioriza o preenchimento desse espaço e, com base em recentes declarações de Ricardo, parece mesmo ter prioridade para ocupar o lugar ao lado dele na chapa oficial… o que nos remete a outra pergunta: quem pode ficar com a vaga?
O próprio Da Vitória declina nomes de alguns quadros do PP e do União Brasil que, na visão da direção do UP, estariam habilitados a ladear Ricardo na campanha. Seis nomes, precisamente, os quais podem ser divididos em dois grupos.
No primeiro pote, estão os “medalhões”: políticos que atualmente têm mandato parlamentar. Aí está o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), Marcelo Santos, que também preside o União Brasil no Estado.
Estão, ainda, os deputados federais Amaro Neto e Messias Donato. Ambos estavam no Republicanos, partido de Lorenzo Pazolini – oponente de Ricardo na corrida ao Palácio Anchieta –, mas, em março, migraram, respectivamente, para o PP e o União Brasil.

Já no segundo pote, estão, por assim dizer, os “azarões”. Da Vitória cita o vereador Camillo Neves, do PP. Também jogador de futebol de areia, o jovem parlamentar cumpre seu primeiro mandato eletivo, na Câmara de Vitória, e firmou-se como um dos oito vereadores da Capital que apoiam a reeleição de Ricardo Ferraço (até o momento).
Da Vitória cita, ainda, a Capitã Andresa, oficial do Bombeiro Militar do Espírito Santo (BMES), influencer nas redes sociais e também apoiadora de Ricardo no pleito iminente, após ter sido candidata a vice-governadora de Audifax Barcelos em 2022.
Por fim, o presidente estadual do UP menciona uma grande surpresa: o empresário Rodolfo Mai, de Guarapari, também filiado ao PP e com forte atuação no setor imobiliário. Ao contrário dos outros cinco relacionados, ele é virgem em disputas eleitorais.
Afora Mai e Camillo Neves, todos foram incluídos aqui como possíveis companheiros de chapa de Ricardo, em lista publicada por esta coluna em meados do mês de abril.
“Com certeza seremos contemplados [com a vice]”, afirma Da Vitória, confiante no poder da chamada “superfederação” e na boa evolução de suas tratativas com Ricardo e Casagrande.
“Acreditamos muito que vamos ganhar essa eleição e estamos trabalhando muito para que tenhamos uma eleição muito segura”, completa o parlamentar e dirigente, referindo-se à disputa pelo Palácio Anchieta.
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