O ex-secretário de Educação Vitor de Angelo (PSB) rebateu a crítica feita ontem pelo ex-governador Paulo Hartung (PSD). Para ele, que comandou a pasta durante toda a gestão de Renato Casagrande (PSB), o ex-governador quer apenas politizar a discussão e “confundir”.
Ontem, Hartung, que nos últimos anos pouquíssimas vezes — para não dizer nunca — usou suas redes sociais para fazer críticas ao governo do Estado ou até mesmo análises políticas sobre a situação do Espírito Santo (salvo quando concedeu entrevistas à imprensa e foi questionado sobre o tema), disse que ficou triste ao ver que o Estado “retrocedeu”. A crítica foi feita com base no resultado divulgado nesta semana de que o Espírito Santo ocupa o terceiro lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Hartung lembrou que, em seu governo, deixou o Estado na primeira colocação.
“Sinceramente, fico até constrangido de ter que vir a público comentar a declaração do ex-governador. Afinal, como ele mesmo sabe, na última edição do Ideb, a nota da rede pública do Espírito Santo no Ensino Médio passou de 4,7 para 4,9. Em qualquer lugar do mundo, isso representa um aumento, e não uma queda. Ele disse ter ficado triste ao ver nosso Estado retrocedendo entre 2018 e 2026. De longe, talvez ele não tenha conseguido acompanhar o tanto de coisas que fizemos nesse período. Teria ficado feliz!”, ironizou o ex-secretário, que agora é candidato a deputado federal.
“Passamos de 8% para 60% de escolas em tempo integral; saltamos de seis para 51 Centros Estaduais de Idiomas; ampliamos de 130 para 1.000 o número de vagas no Intercâmbio da Sedu; conquistamos as maiores notas na redação do Enem entre as redes públicas; por duas vezes, ganhamos o Selo Ouro em Alfabetização do MEC; avançamos de 8% para quase 30% o percentual de matrículas no Ensino Profissional e Tecnológico; crescemos ininterruptamente nas notas do Ideb (com exceção do período da pandemia), terminando como o melhor Ensino Médio do país por duas vezes, em 2019 e 2023”, listou.
Vitor finalizou dizendo que a crítica tem viés político e surge justamente em um momento de debate eleitoral. “O fato é que, quando alguém não quer enxergar a realidade, acaba acreditando na própria ilusão que cria para si. Isso é muito ruim, porque politiza a educação de maneira equivocada, confunde muita gente sincera, não ajuda em nada a debater nossos reais desafios, nem contribui para formularmos as políticas que poderão nos manter nesse caminho de conquistas no próximo ciclo”, concluiu o ex-secretário.