Depois de mostrar ônibus autônomos, semáforos inteligentes e robôs usados em hospitais, a série “Minha Cidade, Meu Futuro: Cidades Inteligentes” entrou nesta terça-feira (26) em um novo território: o das tecnologias criadas para segurança, defesa e resgate.
O terceiro episódio da produção do jornalista e apresentador Tiago Américo, da TV Sim/SBT, mergulha em drones militares, robôs usados em operações táticas e equipamentos desenvolvidos para atuar em cenários extremos, desde guerras até desastres naturais.
Um dos destaques é um robô quadrúpede desenvolvido em Taiwan que lembra um cão metálico. Equipado com câmeras de 360 graus, visão noturna, sensores térmicos e detectores químicos, biológicos e radiológicos, ele foi projetado para atuar em ambientes hostis e extremos.
Segundo os fabricantes, o equipamento consegue caminhar na neve, mergulhar na água e operar em regiões desérticas. A autonomia varia entre duas e quatro horas, dependendo da atividade realizada.
Drones usados em guerras
O episódio também apresenta um drone militar taiwanês projetado para ataques de precisão. Chamado de “Overkill Strike”, o equipamento alcança velocidade de até 120 quilômetros por hora e tem autonomia próxima de duas horas.
A reportagem relaciona o uso desse tipo de tecnologia aos conflitos recentes acompanhados pela população mundial, incluindo operações militares envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
Segundo os fabricantes, o diferencial do equipamento está no custo mais baixo em comparação com aeronaves militares tradicionais. Um modelo apresentado na feira custa cerca de 635 mil dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 3,7 milhões.
“Esse equipamento consegue fazer um ataque a uma distância de 100 quilômetros. Se uma pessoa estiver operando em Vitória, por exemplo, consegue atingir remotamente um alvo em Piúma”, relata o jornalista Tiago Américo durante a demonstração do drone.
Tecnologia para salvar vidas
Nem todos os drones mostrados no episódio foram criados para operações militares. Parte das soluções apresentadas em Taiwan tem foco em resgate e atendimento emergencial em áreas isoladas por tragédias naturais.
Um dos equipamentos consegue transportar alimentos, medicamentos e insumos médicos mantendo temperatura estável por até sete dias.
A reportagem aproxima esse cenário da realidade brasileira ao lembrar tragédias provocadas por chuvas no Espírito Santo, incluindo deslizamentos de terra registrados no sul do Estado.
Segundo representantes das empresas, os drones podem ajudar no atendimento rápido em regiões montanhosas ou de difícil acesso após desastres naturais.
Outro equipamento apresentado consegue carregar até sete quilos de medicamentos e percorrer distâncias de até 170 quilômetros.
Monitoramento no Espírito Santo
O episódio também mostra tecnologias já utilizadas no Espírito Santo para monitoramento e prevenção de desastres.
Em Alegre, no sul do Estado, sensores instalados no Morro do Guararema acompanham riscos relacionados a desastres naturais. “É um exemplo de tecnologia que a gente tem hoje aplicada, que pode mudar e salvar vidas”, afirma um dos responsáveis pelo sistema.
A série ainda acompanha operações da Polícia Federal com drones equipados com câmeras termais capazes de identificar suspeitos pela temperatura corporal durante ações noturnas. “Hoje é essencial”, afirma um agente ao comentar o uso dos equipamentos no combate à criminalidade.
Último episódio
A próxima reportagem, na próxima terça-feira (2), vai mostrar pneus velhos transformados em asfalto, casas planejadas para gerar menos impacto ambiental e até uma escola de carbono zero criada para discutir o futuro do planeta.
A série também vai acompanhar brasileiros que deixaram o país em busca de oportunidades em Taiwan e ouvir autoridades sobre os desafios ambientais que já começam a impactar cidades no Espírito Santo e no mundo.





