Da inteligência artificial que reorganiza o trânsito em tempo real aos robôs que auxiliam pacientes em hospitais, passando por drones usados em resgates e soluções para reaproveitamento de resíduos, a série “Minha Cidade, Meu Futuro: Cidades Inteligentes”, exibida pela TV Sim/SBT e produzida pelo jornalista e apresentador Tiago Américo, chegou ao fim na última terça-feira (2) mostrando como tecnologias antes associadas ao futuro já fazem parte da rotina de cidades ao redor do mundo.
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Ao longo de quatro reportagens produzidas em Taiwan, um dos principais polos globais de inovação tecnológica, a série acompanhou iniciativas voltadas à mobilidade urbana, saúde, segurança, sustentabilidade e educação. Em comum, todas elas buscam responder a um desafio cada vez mais presente: como tornar as cidades mais eficientes diante do crescimento populacional, das mudanças climáticas e da pressão sobre os serviços públicos.
Tecnologia no dia a dia das cidades

Um dos temas centrais da série foi o uso crescente da inteligência artificial para apoiar decisões que antes dependiam exclusivamente da ação humana. Sistemas capazes de analisar o fluxo de veículos e adaptar o funcionamento dos semáforos, veículos autônomos preparados para circular sem motoristas e plataformas digitais de monitoramento foram apresentados como ferramentas que já ajudam a reduzir congestionamentos, otimizar recursos e ampliar a capacidade de resposta das cidades.
A produção também mostrou soluções voltadas à mobilidade sustentável, incluindo ônibus elétricos autônomos, bicicletas elétricas abastecidas por energia solar e o avanço dos veículos eletrificados. Em Taiwan, essas tecnologias já fazem parte do cotidiano. No Espírito Santo, o crescimento da frota eletrificada e os investimentos em inovação apontam para uma transformação semelhante nos próximos anos.
Saúde impulsionada pela inovação
Na área da saúde, a tecnologia apareceu como aliada de profissionais e pacientes. A série mostrou robôs desenvolvidos para auxiliar equipes hospitalares, equipamentos capazes de realizar avaliações médicas automatizadas e sistemas utilizados para ampliar o controle de medicamentos de alto risco.
A reportagem também destacou o avanço da cirurgia robótica, que permite procedimentos mais precisos e menos invasivos. “Hoje, a questão da imagem teve uma revolução enorme e este robô participa dessa revolução da imagem”, afirmou o coordenador geral de cirurgia vascular, Melchior Luiz Lima, ao comentar o uso da tecnologia em centros cirúrgicos.
Além das experiências internacionais, a série apresentou iniciativas desenvolvidas no Espírito Santo, como a robô Maria Vitória, criada para auxiliar no acolhimento de crianças e adolescentes vítimas de violência durante atendimentos na rede pública.

Segurança, monitoramento e resposta rápida
Outro eixo abordado pela produção foi a utilização de drones e sistemas automatizados em operações de segurança, monitoramento e resposta a emergências. Além de aplicações militares, a reportagem mostrou equipamentos desenvolvidos para transportar medicamentos, alimentos e insumos médicos a áreas isoladas após desastres naturais.
A série também apresentou tecnologias utilizadas para monitorar áreas de risco e acompanhar situações que exigem respostas rápidas, reforçando o papel da inovação na prevenção de tragédias e no apoio às equipes de emergência.
Projetos semelhantes já são utilizados no Espírito Santo, incluindo sistemas de monitoramento de encostas e drones empregados em operações de segurança pública.
Sustentabilidade e os desafios do futuro
A discussão sobre cidades inteligentes também passou pela sustentabilidade. Entre as soluções apresentadas estão tecnologias que transformam pneus descartados em matéria-prima para pavimentação, edifícios projetados para reduzir o consumo energético e estruturas urbanas desenvolvidas para minimizar impactos causados por eventos climáticos extremos.
“Precisamos ter mais investimentos em pesquisa sobre resíduos. Então é interessante que existam essas tecnologias”, afirmou o gerente de Relacionamento Institucional do CREA-ES, Giuliano Battisti.
A série ainda mostrou projetos voltados à educação tecnológica, à construção sustentável e à formação de profissionais para um mercado cada vez mais conectado à inovação.
Ao reunir especialistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes do setor tecnológico, “Minha Cidade, Meu Futuro: Cidades Inteligentes” mostrou que o conceito de cidade inteligente vai além da automação. A proposta envolve o uso da tecnologia para melhorar serviços, ampliar a eficiência urbana e encontrar soluções para desafios que já afetam o cotidiano da população.
Mais do que antecipar tendências, a produção revelou tecnologias que deixaram de ser projetos experimentais para ocupar ruas, hospitais, escolas e centros urbanos. Em diferentes estágios, muitas dessas transformações já começaram a chegar ao Espírito Santo.





