Robôs, IA e cirurgias remotas mudam a medicina em Taiwan

Robôs que conversam, ajudam pacientes, fazem check-ups e até auxiliam cirurgias já circulam por hospitais e feiras de tecnologia em Taiwan. O segundo episódio da série “Minha Cidade, Meu Futuro: Cidades Inteligentes”, exibido nesta terça-feira (19) pelo Grupo SIM, mostra como inteligência artificial e automação começaram a ocupar espaços que antes dependiam exclusivamente do trabalho humano na medicina.

A reportagem de Tiago Américo acompanha soluções criadas para reduzir filas, ampliar atendimentos e enfrentar um problema que também preocupa o Brasil: o envelhecimento da população.

Logo no início do episódio, a série apresenta robôs desenvolvidos para atuar em hospitais, estacionamentos e espaços públicos. As máquinas se locomovem sozinhas, interagem com pessoas e executam tarefas de apoio usando inteligência artificial.

“Ajuda desde o médico ou a organização de hospital, até mesmo a organização de um estacionamento”, explica Tiago Américo durante visita à Smart City Summit & Expo, feira realizada em Taiwan.

Segundo os desenvolvedores, os robôs foram projetados para reduzir em até 30% a carga de trabalho de enfermeiros. Eles funcionam de forma autônoma, têm troca rápida de bateria e conseguem operar praticamente durante todo o dia.

Tecnologia também no Espírito Santo

Robô Maria Vitória auxilia no tratamento de crianças no Caps I
Robô Maria Vitória auxilia no tratamento de crianças no Caps I. Foto: Divulgação

A reportagem aproxima parte dessas soluções da realidade capixaba ao mostrar a robô Maria Vitória, desenvolvida por uma startup do Espírito Santo para auxiliar crianças e adolescentes vítimas de violência.

A secretária de Saúde de Vitória, Magda Lamborghini, explica que a tecnologia foi criada para facilitar o acolhimento durante os atendimentos. “Ela interage, ela tem atividade lúdica, vem com diversos jogos e o objetivo é mesmo quebrar esse gelo, deixar a criança à vontade”, afirma.

Cirurgias com robôs

O episódio também entra em um centro cirúrgico no Espírito Santo para mostrar o funcionamento do robô Da Vinci XI, equipamento usado em procedimentos minimamente invasivos.

A enfermeira de robótica Natália de Souza explica que há profissionais dedicados exclusivamente ao gerenciamento do sistema durante as cirurgias. “A gente tem uma enfermeira que fica 100% na sala, que gerencia toda a parte da robótica, organiza salas, pinças e materiais”, relata.

Com visão tridimensional, joysticks e braços robóticos, o sistema permite que o cirurgião realize movimentos mais precisos e reduza lesões e tempo de recuperação dos pacientes.

O coordenador geral de cirurgia vascular, Melchior Luiz Lima, afirma que o equipamento representa uma mudança importante na área cirúrgica. “Hoje, a questão da imagem teve uma revolução enorme e este robô participa dessa revolução da imagem”, explica.

Segundo ele, o sistema melhora a visualização de tecidos delicados e reduz impactos no pós-operatório. “O paciente, no outro dia, já levanta da cama com muito menos dor ou limitação ao movimento”, afirma.

A reportagem também mostra que a tecnologia já permite procedimentos comandados remotamente, com possibilidade de um médico operar à distância.

Melchior Luiz Lima, coordenador geral de cirurgia vascular
Melchior Luiz Lima, coordenador geral de cirurgia vascular. Foto: Reprodução

Check-up sem hospital

Entre as soluções apresentadas em Taiwan, um dos equipamentos chama atenção por funcionar como uma espécie de consulta automatizada.

O sistema mede pressão arterial, temperatura e outros indicadores de saúde sem necessidade de deslocamento até um hospital.

O diretor Erick Cheng explica que a tecnologia foi criada após o aumento de mortes súbitas entre idosos que vivem sozinhos e deixam de realizar acompanhamentos básicos de saúde.

A série também apresenta sistemas usados para controlar medicamentos considerados altamente viciantes, como a morfina. O acesso aos remédios é monitorado digitalmente por plataformas que identificam profissionais autorizados e acompanham estoque e origem dos medicamentos em tempo real.

A gerente Cler Wu afirma que o modelo ajudaria hospitais brasileiros a ampliar o controle sobre medicamentos de alto risco.

Próximo episódio

O episódio termina com um spoiler do próximo capítulo da série, que vai mergulhar em tecnologias usadas na segurança e em cenários de guerra, incluindo drones militares, robôs de operação tática e equipamentos desenvolvidos para atuação em conflitos.

O terceiro episódio de “Minha Cidade, Meu Futuro: Cidades Inteligentes” será exibido na próxima terça-feira (26).

Assista a reportagem:

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