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Vale torcer! A cada jogo do Brasil na Copa, R$ 150 milhões giram na economia capixaba

Levantamento do Sebrae/ES aponta que consumo durante o mundial pode movimentar mais de R$ 325 milhões no Estado; bares, restaurantes e lojas de bairro são os mais procurados

 

A Copa do Mundo de 2026 avança, já temos seleções superando o primeiro mata-mata e, para quem tem negócio no Espírito Santo, o momento é de ficar de olho no caixa. Não é só a Seleção Brasileira que entra em campo: a economia capixaba também no jogo. E os números são dignos de fazer a gente vibrar.

Pesquisa do Sebrae/ES, feita com 1.200 pessoas em oito municípios do Estado entre abril e maio, mostra que o consumo relacionado ao mundial pode gerar mais de R$ 325 milhões em circulação por aqui. Só em alimentação e bebidas, são mais de R$ 150 milhões por partida da Seleção. Em produtos temáticos – camisas, bandeiras, acessórios –, a estimativa ultrapassa R$ 175 milhões.

O levantamento, conduzido pela unidade de Inteligência de Dados do Sebrae/ES, ouviu consumidores de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana, Guarapari, Cachoeiro de Itapemirim e Linhares. E o resultado mostra que o capixaba abraça a Copa com gosto.

Onde o pessoal vai assistir

Segundo a pesquisa, 68,2% dos entrevistados pretendem ver os jogos do Brasil, como tivemos em plena segunda-feira, dia 29, contra o Japão. A maioria absoluta (76,1%) diz que acompanha de casa. Mas tem uma fatia nada desprezível que prefere a animação dos bares e restaurantes: 12,6% disseram que procuram assistir nesses estabelecimentos. Outros 15,4% pretendem reunir a turma na casa de amigos ou familiares.

Pra quem tem bar, lanchonete ou restaurante, esse é um termômetro importante. A Copa puxa o movimento, e quem se prepara pode faturar jogando no ataque.

O que vai parar no prato e no copo

Na hora de comer, a preferência é por petiscos (50,5%) e churrasco (44,2%). Bebida não falta: 74% dos entrevistados disseram que vão consumir alguma coisa líquida durante as partidas. E a cerveja dispara na liderança, com 59,2% das intenções de consumo.

Ou seja: açougues, adegas, mercados e delivery têm motivos de sobra para reforçar o estoque.

Jefferson Santos, gerente de Inteligência de Dados do Sebrae/ES, resumiu o momento dizendo que “os resultados evidenciam que a Copa do Mundo tem um forte potencial de dinamizar a economia local, especialmente para os pequenos negócios. Trata-se de um evento que mobiliza o consumo em diversas frentes, como alimentação, bebidas, produtos temáticos e até serviços, criando um ambiente muito favorável para geração de receita.”

Onde o capixaba prefere comprar

E tem mais: na hora de comprar produtos da Copa – camisa da Seleção, bandeira, caneca, adereço –, o capixaba não corre apenas para shoppings.

A pesquisa mostrou que 47,5% dos entrevistados vão adquirir itens relacionados ao mundial. E a camisa da Seleção continua disparada a mais procurada: 87,1% das citações.

Mas o dado que chama a atenção é a preferência pelo comércio de bairro. As lojas de bairro lideram a intenção de compra, com 28,8% das citações, seguidas pelos centros comerciais de bairro (23,7%). As grandes lojas online vêm depois (20,6%) e os shopping centers ficam com 16,7%.

Ou seja: o pequeno comerciante que está perto do cliente tem uma vantagem competitiva enorme. E o Sebrae orienta os empreendedores a se prepararem com antecedência – organizar estoque, criar promoções específicas para o período e caprichar na divulgação digital.

“Os pequenos negócios têm uma grande vantagem competitiva, que é a proximidade com o cliente. Mesmo diante da concorrência com grandes varejistas, é possível se destacar com criatividade, personalização e agilidade”, afirma Jefferson Santos.

O jogo é agora

A Copa do Mundo é um fenômeno que mexe com o bolso e com o coração. E, para quem tem um pequeno negócio no Espírito Santo, pode ser a oportunidade de dar aquele impulso no faturamento.

Como diz o gerente do Sebrae: “Quem se antecipa, entende o comportamento do consumidor e se posiciona de forma estratégica transforma esse momento em aumento de faturamento e em maior reconhecimento da marca”. E ainda dá tempo, pois queremos chegar na grande final do mundial (temos fé!).

Enquanto o Brasil avança no mata-mata, a economia capixaba também tem seus gols marcados. Bola pra frente – e foco no caixa.

 

 

 

Foto de Fabio Botacin

Fabio Botacin

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