Boa notícia para a agricultura familiar da região das montanhas capixabas. A Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram) vai inaugurar neste sábado uma nova unidade de beneficiamento de pescado em Ponto Alto, interior de Domingos Martins. Esse deve ser um dos maiores investimentos recentes da piscicultura no Espírito Santo.
Foram investidos R$ 12 milhões no empreendimento que representa um salto na capacidade de produção da cooperativa e marca uma nova etapa para a cadeia da tilápia capixaba. A estrutura iniciará a produção de cinco toneladas de pescados por dia, mas a capacidade é de até 20 toneladas diariamente, ampliando significativamente a oferta de produtos industrializados e fortalecendo o mercado regional.
O novo empreendimento simboliza a evolução de um modelo construído sobre o cooperativismo e a agricultura familiar, e será inaugurado exatamente no Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado em 4 de julho. Atualmente, a Coopram atua como elo entre pequenos produtores e o mercado consumidor, organizando a produção, oferecendo assistência técnica e ampliando as oportunidades de comercialização.
Além do pescado, a cooperativa também reúne produtores de café, feijão, mel, temperos, mexerica ponkan, abacate e diversos outros produtos cultivados nas propriedades das montanhas capixabas. Segundo o presidente da Coopram, Darli José Schaefer, o crescimento da piscicultura regional é resultado direto da união entre os produtores e do fortalecimento da cadeia produtiva.
“A tilápia sempre foi uma renda complementar para muitas famílias. Era aquele tanque no fundo da propriedade. Hoje, através da organização da cooperativa, isso se transformou em negócio, em geração de renda e oportunidade para permanecer no campo com dignidade”, comemora o presidente.
A nova unidade permitirá ampliar não apenas a produção, mas também a industrialização dos produtos derivados do pescado. A expectativa é aumentar a oferta de derivados do peixe, como hambúrguer, kibe e bolinho de tilápia.
Atualmente, a tilápia já é o principal produto da cooperativa, envolvendo diretamente cerca de 150 cooperados. A produção coletiva permite acesso a mercados maiores, reduz riscos para os produtores e garante mais estabilidade para as famílias rurais. Esse trabalho consolida o Espírito Santo como referência nacional no setor.
Além do impacto econômico, a nova unidade também terá reflexos importantes na geração de emprego e renda. Inicialmente, devem ser criados cerca de 30 empregos diretos, com possibilidade de expansão para mais de 100 vagas nos próximos anos, além de dezenas de empregos indiretos em toda a cadeia produtiva.






