Se as crianças são o futuro da nação, podemos dizer que elas também terão a missão de carregar para as próximas gerações os ensinamentos do cooperativismo. Em um Estado que reúne mais de um milhão de cooperados, preparar as próximas gerações deixou de ser apenas uma ação educativa para se tornar fator decisivo para a perenidade do movimento.
Neste sábado, quatro de julho, é celebrado o Dia Internacional do Cooperativismo e no Espírito Santo a data ganha contornos especiais, afinal, o cooperativismo capixaba soma 112 cooperativas e gera 12,5 mil empregos diretos, além de movimentar R$16,9 milhões na economia e envolver 2,2 milhões de pessoas em sua cadeia de atuação. Considerando o tamanho do território e da população do estado, a força do setor fica ainda mais evidente: cerca de 25% dos capixabas já aderiram ao cooperativismo, escolhendo desde as cooperativas de crédito, saúde e agronegócio até cooperativas de ensino, consumo e serviços. Mais do que um modelo societário, o movimento ocupa um espaço cada vez mais relevante na economia e no desenvolvimento social.
Com o objetivo de manter vivo os valores e o modelo cooperativista, chega a cidade de São Gabriel da Palha – capital estadual do cooperativismo – o Programa Cooperativas Escolares, iniciativa nacional da Fundação Sicredi, implementada pela Sicredi Essência em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
O programa está presente em mais de 140 municípios brasileiros e reúne mais de 9,3 mil estudantes associados e conta com mais de 280 cooperativas escolares ativas. O projeto é voltado para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e utiliza jogos pedagógicos para que os estudantes possam criar e gerir suas próprias cooperativas, desenvolvendo competências como criatividade, liderança e cidadania para atuar de forma mais participativa e colaborativa.
Para o diretor-executivo do Sistema OCB/ES, Carlos André Santos de Oliveira, esse contato com o cooperativismo traz grandes benefícios e deve começar cedo. “O Sistema OCB/ES apoia, incentiva e se alegra com iniciativas que colocam crianças e jovens em contato direto com o cooperativismo, na prática”, destacou Carlão.
A aposta na formação das novas gerações é algo que já faz parte da realidade do cooperativismo capixaba. O Espírito Santo conta com 14 cooperativas juvenis, além de outros programas voltados à educação cooperativista e ao desenvolvimento de lideranças. “São programas importantes que levam esse público a conhecer o nosso modelo de negócio desde cedo e o incentivam a fazer parte dele no futuro, contribuindo para a perenidade do movimento cooperativista”, considera o diretor-executivo.
O segmento de crédito é um exemplo de como as novas gerações já representam uma fatia significativa no número de contas abertas. Segundo o BureauCoop, painel de dados do cooperativismo financeiro, mais de 3,2 milhões de cooperados no Brasil possuem entre 18 e 30 anos. Nesse contexto, e em meio às discussões sobre sucessão familiar e institucional, iniciativas de formação de jovens mostram-se essenciais para assegurar a relevância do cooperativismo nas próximas gerações.





