Foto de Vitor Vogas

Vitor Vogas

Home - Coluna
ES pode ter “BOPE Capixaba”, revela comandante-geral da PMES

Em futuro não muito distante, o Espírito Santo pode ter seu próprio Batalhão de Operações Especiais; o “BOPE Capixaba”, por assim dizer. É o que planeja e prevê ninguém menos que o comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), o Coronel Ríodo Rubim

Escrito por Vitor Vogas

Compartilhe

Companhia Independente de Combate ao Crime Organizado da PMES (quiçá o embrião do futuro "BOPE Capixaba")

Em futuro não muito distante, o Espírito Santo pode ter seu próprio Batalhão de Operações Especiais; o “BOPE Capixaba”, por assim dizer. É o que planeja e prevê ninguém menos que o comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), o Coronel Ríodo Rubim.

Conforme o comandante-geral contou com exclusividade à Coluna Vitor Vogas, a ideia da cúpula da PMES, já apresentada ao governador Ricardo Ferraço, é que a Companhia Independente de Combate ao Crime Organizado, criada oficialmente nesta quarta-feira (6), evolua e se torne um “Batalhão de Operações Especiais”.

Seria um “BOPE”, como o do Rio de Janeiro, eternizado pelo filme “Tropa de Elite” e seu protagonista, o Capitão Nascimento? Foi a pergunta que fizemos ao Coronel Ríodo, para deixar tudo bem claro. Ele confirmou categoricamente que a ideia é mesmo essa:

Perfeito. A gente evita a denominação ainda, mas é isso. É o BOPE, que outros estados já possuem. A Companhia Independente criada hoje é um embrião para que no futuro tenhamos o nosso Batalhão de Missões Especiais no Espírito Santo.”

O comandante-geral prosseguiu, em entrevista à coluna: “Hoje é o primeiro passo. Hoje temos controle total sobre o território capixaba, e os números mostram a melhora dos índices de segurança. Mas vamos perseguir, sim, um incremento dessa unidade, conforme a demanda do nosso estado”.

A companhia em questão, chamada por Ríodo Rubim de “embrião” para um futuro BOPE, chama-se Companhia Independente de Combate ao Crime Organizado. Criada oficialmente nesta quarta, por decreto assinado pelo governador Ricardo Ferraço, é uma espécie de “tropa de elite” da PMES, com um objetivo específico muito bem delineado: prender chefes de facções criminosas com atuação no território capixaba, sobretudo na Grande Vitória, como o Primeiro Comando de Vitória e o Terceiro Comando Puro.

Comandada pelo Major Rogério da Costa Scheneroke – que fez até curso na Rota, de São Paulo, para assumir o posto –, a companhia (foto acima) é composta por 68 policiais militares (incluindo uma mulher) e terá sede fixa em Jardim América, Cariacica.

Segundo o Coronel Ríodo Rubim, a ideia de evolução para um Batalhão de Missões Especiais já está em análise na cúpula do Palácio Anchieta.

“Hoje estamos começando. Vamos incrementar ainda mais e vamos estar sempre conversando, porque o governador é um governador de diálogo. E vamos estar levando essa evolução para que no futuro a gente possa ter também esse batalhão, e aí sim a gente vai fortalecer ainda mais o combate ao crime”, afirma o comandante-geral da PMES.

Ainda de acordo com o coronel, o próprio governador – assim como seu antecessor, Renato Casagrande – tem “incitado” a cúpula da PMES e de outras forças estaduais de segurança a não deixar cair o ritmo e a levar ideias para aprofundar o enfrentamento ao crime organizado no Espírito Santo. A ideia de criação de um BOPE, segundo ele, “vem sendo amadurecida e aceita com muito bons olhos” internamente.

“O estudo é interno. Mas, claro, as facções criminosas assolam o país como um todo. Aqui no Espírito Santo, esse trabalho vem sendo feito ao longo dos últimos anos. A gente tem controle sobre essa situação. E os governadores Ricardo Ferraço e Renato Casagrande nos incitam: ‘Vamos sempre evoluir, gente! Não vamos retroceder! Vamos manter o ritmo acelerado e não vamos perder nem um milímetro do território capixaba para o crime organizado’. Então a gente tem essas ideias, assim como outras, internamente. O nosso corpo técnico fez o estudo, e a gente apresentou essa ideia ao governo nos últimos meses. A ideia vem sendo amadurecida e aceita com muito bons olhos.”

No meio militar, um “batalhão” tem estrutura e contingente maiores que uma “companhia”.

O que diz Ricardo Ferraço

Questionado pela coluna sobre o tema, o governador Ricardo Ferraço não desmentiu seu comandante-geral, mas adotou tom mais cauteloso. Perguntamos a ele se a ideia de criação de um Batalhão de Operações Especiais está de fato no radar do governo. Ricardo respondeu desta maneira:

“Está no radar continuar combatendo as facções criminosas com muito vigor e com muita energia. E a gente vai elevando a nossa capacidade. A Companhia Independente de Combate ao Crime Organizado, criada hoje, amplia a nossa capacidade de resposta ao crime.”

Mais que antecipar os próximos passos, o chefe do Executivo Estadual preferiu celebrar o “passo muito forte” dado pela segurança pública capixaba nesta quarta-feira, com a instalação da nova companhia concentrada na prisão de chefões das facções criminosas.

“Temos que celebrar a conquista de hoje. O passo dado hoje foi muito forte. E vamos dando um passo de cada vez. Mas esse é o propósito. Vamos continuar no combate sem trégua ao crime organizado. Enquanto eu for governador, as facções criminosas seguirão não tendo vida fácil no Espírito Santo e continuarão sem dominar um milímetro do território capixaba. A regra aqui é a lei.”

Para melhorar a sua navegação, nós utilizamos Cookies e tecnologias semelhantes.
Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Política de Privacidade