
– O senhor está com quantos anos mesmo? Oitenta e sete?
– Estou com 16. Afinal, tenho 88. É oito mais oito!
Como se vê, o humor, uma de suas marcas, segue intacto. O joelho, nem tanto. Foi com a ajuda de uma bengala e de dois parrudos assessores que o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Theodorico Ferraço (PP), desceu as escadarias internas do Palácio Anchieta no início da noite desta quinta-feira (2). Ele foi um dos últimos a deixar a sede do Governo do Estado após testemunhar a cerimônia de posse do filho, Ricardo Ferraço (MDB), no Salão São Tiago, como novo governador do Espírito Santo.
Logo após superar o desafio de descer as escadas, Ferração, como é conhecido, concedeu à coluna a entrevista exclusiva abaixo, ao lado da esposa, a ex-deputada federal Norma Ayub (PP).
Em sua quinta passagem pela Prefeitura de Cachoeiro e emendando mandatos desde o início dos anos 1970, o pai de Ricardo Ferraço disse o que espera do filho como governador e o conselho que daria a ele.
Boa leitura!
O que o senhor gostaria de dizer sobre a posse do seu filho?
A única coisa que eu posso falar é que desejo que ele continue sendo o amigo que ele é do Renato [Casagrande] e que Deus coloque a mão na cabeça dele e segure na mão dele para ele trabalhar em favor dos capixabas.
Como o senhor se sente, não só como líder político, mas como pai? Qual é o sentimento neste momento? Ver seu filho governador é um sonho realizado?
Como pai, estou muito satisfeito! Mas eu ficarei mais satisfeito ainda se ele conseguir ser um bom governador em favor do Espírito Santo. É tudo que nós queremos e desejamos.
O senhor vai trabalhar pela reeleição dele, na campanha no segundo semestre?
Eu, como pai, não posso nem falar sobre isso. Nem sei se ele é candidato ainda. A hora em que ele for candidato… Um bom pai sempre fica do lado do filho!
O governador Casagrande já declarou que Ricardo não só é candidato como é o candidato dele, aqui mesmo, no Palácio Anchieta…
Ah, se ele declarou, eu estou com o governador.
Como pai e líder político com a sua experiência, qual é o conselho que o senhor daria, ou até já deu, para o Ricardo?
Que ele seja um bom governador como é um bom filho.