Uma compra aparentemente simples terminou em dor de cabeça para uma família de Vila Velha, na Grande Vitória. Uma representante comercial levou um susto ao conferir a fatura do cartão de crédito e descobrir que o filho, de 11 anos, pagou R$ 650 por dois copos de açaí na orla da Praia de Itapuã.
Segundo a mãe, o valor combinado com o vendedor foi de R$ 24 — sendo R$ 12 por cada copo. Porém, a cobrança registrada no cartão foi mais de 27 vezes maior que o informado à criança. O pagamento foi parcelado em duas vezes de R$ 325.
A compra aconteceu no dia 8 de janeiro, mas a família só percebeu o problema agora, quando a primeira parcela apareceu na fatura.
Suspeita de má-fé
Para a empresária, há indícios de que o vendedor tenha se aproveitado do fato de o cliente ser uma criança. Na noite da compra, um evento era realizado na praia, o que aumentou o número de ambulantes circulando na região.
Ela também afirma que o nome fantasia que aparece na fatura do cartão não corresponde a nenhum vendedor que costuma trabalhar com frequência naquele ponto da orla.
Banco não cancelou cobrança
Ao procurar a instituição financeira, a mulher foi informada de que não seria possível cancelar a transação de forma administrativa, já que a compra foi feita presencialmente com o cartão físico.
Diante da situação, a família registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e agora tenta identificar o responsável pela venda.
Em nota, a Polícia Civil informou que o registro foi feito pela internet e validado pelo 7º Distrito Policial de Vila Velha. A unidade ficará responsável por investigar o caso para identificar e responsabilizar o(s) suspeito(s). Até o momento, ninguém foi autuado.
A Polícia Civil reforça que a população pode ajudar nas investigações de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido e todas as informações recebidas são apuradas.
O que fazer em casos semelhantes?
Em situações parecidas, a orientação é que o responsável legal entre imediatamente em contato com a operadora do cartão para contestar a cobrança. Também é importante reunir provas que comprovem o valor informado no momento da compra, como comprovantes, fotos, prints de mensagens ou imagens do local.
O registro do boletim de ocorrência é recomendado para que o caso seja formalmente investigado.


