Uma operação do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) movimentou o município de Castelo, no Sul do Estado, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça.
Segundo o MPES, a ação integra uma investigação que apura possíveis irregularidades em procedimentos licitatórios e contratações públicas. O órgão confirmou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, mas informou que a investigação tramita sob segredo de Justiça.
Após a repercussão da operação, informações divulgadas nas redes sociais e reproduzidas por alguns veículos de comunicação apontaram que o prefeito de Castelo, João Nalli, e a secretária municipal de Cultura, Léia Ringuier Nali, estariam entre os investigados ou teriam sido alvos das diligências.
No entanto, em nota divulgada nesta sexta-feira (29), o Ministério Público esclareceu que as informações são inverídicas. “O Prefeito Municipal de Castelo e a Secretária Municipal de Cultura não são investigados e não foram alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos no município”, informou o órgão.
O MPES destacou que, em razão do segredo de Justiça, não divulgará detalhes sobre as diligências realizadas nem sobre as pessoas efetivamente investigadas. O prefeito João Nalli utilizou as redes sociais para afirmar que sua residência não foi alvo da operação, rebatendo informações que circulavam em sites e redes sociais da região.
Em nota, a Prefeitura de Castelo informou que a operação teve como objetivo localizar um processo administrativo de 2023, no valor de R$ 1.510, relacionado a fatos envolvendo uma servidora municipal.
A administração municipal ressaltou que nem o município nem o prefeito integram o processo investigado. A Prefeitura também informou que abrirá uma sindicância para apurar os fatos e que, caso sejam constatadas irregularidades, serão adotadas as medidas cabíveis.
Por fim, o município afirmou que está colaborando com os órgãos de controle e reforçou que não há qualquer investigação envolvendo a Prefeitura ou o prefeito.


