Como ajudar uma criança autista no Espírito Santo

Amaes orienta famílias e oferece atendimento especializado para fortalecer o desenvolvimento e a inclusão

Redação

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AMAES

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) costuma marcar o início de uma nova rotina para muitas famílias. Além das dúvidas sobre o desenvolvimento da criança, surge a necessidade de encontrar orientação, atendimento especializado e informações confiáveis. No Espírito Santo, a Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes) atua há mais de duas décadas oferecendo acolhimento, acompanhamento e apoio para pessoas autistas e seus familiares.

Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria, a intervenção precoce favorece o desenvolvimento da comunicação, da interação social e da autonomia. O acompanhamento deve ser individualizado, respeitando as características de cada pessoa com TEA, e pode envolver profissionais de áreas como psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, pedagogia e assistência social, conforme as necessidades identificadas.

Cada criança tem seu próprio desenvolvimento

Para a presidente da Amaes, Pollyana Paraguassú, compreender que cada criança tem um ritmo próprio é um dos primeiros passos para enfrentar o diagnóstico.

“O acolhimento, a informação de qualidade e o acesso aos serviços especializados permitem que pais e responsáveis encontrem caminhos mais seguros para estimular o desenvolvimento dos filhos e fortalecer sua autonomia. Ainda que o pertencimento transforma a vida das pessoas autistas e de suas famílias, tornando a inclusão um direito que deve ser garantido por toda a sociedade”, afirma a presidente da Amaes.

Pollyana destaca que a família não precisa percorrer esse caminho sozinha e que o suporte especializado contribui para ampliar a autonomia das pessoas com TEA e fortalecer os vínculos familiares.

Atitudes que fazem diferença

No dia a dia, algumas práticas podem favorecer o desenvolvimento da criança. Pollyana orienta que é importante respeitar a forma de comunicação da pessoa autista, estabelecer rotinas previsíveis, utilizar linguagem clara, valorizar pequenas conquistas, compreender possíveis sensibilidades sensoriais e incentivar a participação em atividades sociais e escolares inclusivas.

“Também é importante evitar comparações com outras crianças e buscar orientação profissional sempre que surgirem dúvidas sobre o desenvolvimento”, reforça.

Atendimento multidisciplinar

Além dos atendimentos em saúde, a Amaes oferece assistência social, atendimento educacional especializado, orientação às famílias, ações culturais, defesa e garantia de direitos, além de promover eventos de conscientização sobre o autismo.

A instituição atua em diferentes municípios capixabas com um trabalho multidisciplinar voltado à inclusão, ao fortalecimento dos vínculos familiares e à melhoria da qualidade de vida das pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

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