Entre lago, jardins e paredes de pedra, um casarão construído em 1859 segue quase escondido em Santa Leopoldina, na Região Serrana do Espírito Santo. O imóvel centenário da antiga Fazenda Barra do Mangaraí reúne vitrais coloridos, móveis antigos, lustres, louças preservadas e uma arquitetura que faz o visitante se sentir dentro de um filme de época.
O cenário chama atenção logo na chegada. A fachada branca com detalhes azuis aparece cercada por palmeiras, água corrente e um lago que reforça a sensação de isolamento no meio das montanhas. Do lado de dentro, o clima muda pouco. Tetos pintados, paredes de pedra, escadarias de madeira e objetos originais ajudam a contar parte da história do Espírito Santo imperial.
Foi ali que nasceu Afonso Cláudio de Freitas Rosa, primeiro governador do Estado. O casarão da Fazenda Barra do Mangaraí se tornou um dos patrimônios históricos mais simbólicos de Santa Leopoldina, cidade conhecida pela forte influência da imigração europeia e pelas construções preservadas do século XIX.
Atmosfera de outra época
Cada cômodo parece montado para cenário de cinema. Um dos espaços mais chamativos tem vitrais coloridos emoldurados por madeira escura. Em outro ambiente, um lustre de cristal ocupa o centro do teto decorado com pinturas inspiradas na arte clássica. Armários antigos guardam conjuntos de louças e peças que atravessaram gerações.
A área externa também ajuda a construir a experiência. O deck voltado para o lago, cercado por vegetação e montanhas, transforma o silêncio da fazenda em parte do passeio.
Apesar da aparência de ponto turístico pronto para receber visitantes, o espaço ainda não funciona oficialmente para visitação pública.
Visitas acontecem de forma esporádica
Atualmente, o casarão funciona como espaço de atendimento da Vaz Desenvolvimento Imobiliário, responsável pelo Condomínio Fazenda Barão do Império. Segundo a empresa, o segundo piso passa por reformas e, neste momento, os atendimentos acontecem na parte inferior, onde funciona o Bistrô do Barão.
A empresa informou que o imóvel ainda não está aberto oficialmente ao turismo, mas algumas visitas acabam sendo permitidas quando possível. Hoje, o espaço também recebe eventos particulares.
Existe a previsão de que o casarão possa futuramente funcionar como bistrô ou restaurante aberto ao público, mas ainda não há definição oficial sobre o projeto.
Enquanto isso, o imóvel segue como uma das construções históricas mais curiosas e menos conhecidas de Santa Leopoldina, escondido entre montanhas e cercado por uma atmosfera que parece parada no tempo.





