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Livre mercado: um direito humano
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O IBEF Academy é o programa de auto formação do IBEF-ES, com foco em gestão, economia, finanças e filosofia. Seu objetivo é contribuir para a evolução do ambiente de negócios no Espírito Santo, qualificando profissionais e fortalecendo o ecossistema econômico e financeiro do estado.
  • Por Cristiano Stein de Almeida
“Numa sociedade livre ninguém pode se tornar um monopolista ou um ditador, pois o próprio sistema, o livre mercado, irá destruí-lo”. Essas são palavras de Ayn Rand ao falar sobre o capitalismo. Entre os séculos XVIII e XIX, o livre mercado existia e gerava o desenvolvimento da economia. A partir do século XX, nasceu a ideia de Estado Social, em que os direitos humanos começaram a ser observados. Esse conceito veio de encontro aos ideais do livre mercado, e então tais princípios foram analisados como opostos. Porém, a única forma de desenvolvimento econômico justo que garante a redução da pobreza e a evolução da humanidade é o livre mercado. Dentro da ideia de que existem indivíduos no sistema/sociedade, os direitos humanos precisam, sim, ser assegurados; não em formato de Estado Social, mas com a figura do Estado como garantidor dos direitos básicos do sujeito, como direito à vida, à liberdade e à propriedade. Segundo Ayn Rand, os grupos não têm direitos, e sim os indivíduos que formam os grupos. Dessa forma, o conceito de livre mercado fundamenta-se basicamente em duas afirmações – uma sobre liberdade e outra sobre bem-estar social. A primeira refere-se à visão libertária dos mercados. De acordo com essa ideologia, ao permitir que as pessoas realizem trocas voluntárias, estamos respeitando sua liberdade: as leis que interferem no livre mercado violam a liberdade individual! A segunda é o argumento utilitarista para os mercados. Esse conceito refere-se ao bem-estar geral que os livres mercados promovem, pois, quando duas pessoas fazem livremente um acordo, ambas ganham. Se o acordo favorece as partes sem que ninguém seja prejudicado, ele aumenta a felicidade geral. Portanto, o indivíduo tem o direito de conquistar sua liberdade por meio de suas próprias ações, com direito ao lucro e sem interferência daqueles que nada produzem. Livre mercado: um direito humano!

Sobre o autor

Cristiano Stein de Almeida. Foto: Divulgação
Cristiano Stein de Almeida. Foto: Divulgação
Cristiano Stein de Almeida é formado em Administração e especializado na área bancária. Atua como correspondente bancário do Banco Original e é membro do IBEF Academy.

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