Um ano após a assinatura do novo contrato de concessão da BR-101, a Ecovias Capixaba já investiu R$ 460 milhões na rodovia federal que corta o Espírito Santo. Os recursos foram destinados a obras de duplicação, conservação, melhorias na pavimentação, sinalização e reforço da segurança viária.
O balanço foi apresentado às vésperas da data em que completa um ano da modernização do contrato firmado entre a concessionária e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Do total investido até o momento, foram aplicados:
- R$ 310 milhões em obras de duplicação;
- R$ 110 milhões em melhorias de pavimentação, sinalização e segurança;
- R$ 40 milhões em conservação da rodovia.
O novo contrato, assinado em agosto de 2025, prevê um pacote de investimentos de R$ 10,3 bilhões ao longo da concessão. Desse montante, cerca de R$ 7 bilhões serão destinados a obras de infraestrutura e R$ 3,3 bilhões à operação e aos serviços prestados aos usuários da BR-101.
Novo ciclo da concessão
O novo contrato entrou em vigor após a repactuação da concessão e garantiu a permanência do grupo EcoRodovias na administração da BR-101 pelos próximos 24 anos. A mudança também marcou a adoção do novo nome da concessionária, que passou de Ecovias 101 para Ecovias Capixaba.
Entre as principais obras previstas para os próximos anos estão:
- 172,8 quilômetros de duplicação;
- 41,1 quilômetros de terceiras faixas;
- 33,6 quilômetros de vias marginais;
- Contornos urbanos de Ibiraçu e Fundão;
- 14 novos trevos em desnível;
- 40 passarelas para pedestres;
- 75 pontos de ônibus;
- Dois Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para caminhoneiros;
- 34 passagens de fauna;
- Instalação de 167 câmeras de monitoramento, ampliando a cobertura para cerca de 70% da rodovia.
Além das obras, o contrato também trouxe benefícios aos usuários, como a isenção de pedágio para motociclistas, desconto de 5% para veículos com tag e descontos progressivos para motoristas frequentes nas praças de pedágio da BR-101.
A concessão havia sido originalmente leiloada em 2012, com início do contrato em 2013, e previa duplicar todo o trecho em 10 anos. No entanto, a obra não avançou conforme esperado. Em 2022, a empresa protocolou pedido de devolução à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), alegando dificuldades financeiras diante da crise econômica. Para evitar a relicitação, o contrato passou por uma reprogramação com mediação do TCU (Tribunal de Contas da União).


