Greve de garis e coletores altera coleta de lixo em cidades do ES

Trabalhadores reivindicam aprovação de projeto de lei que prevê piso salarial nacional e aposentadoria especial

Escrito por Redação

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Foto: Divulgação

Moradores da Grande Vitória e de cidades do interior do Espírito Santo devem ficar atentos à coleta de lixo nesta segunda-feira (22). Trabalhadores terceirizados da limpeza urbana começaram hoje uma paralisação em defesa da aprovação do Projeto de Lei (PL) 4146/2020, que tramita no Senado Federal.

Diante da interrupção dos serviços, prefeituras emitiram comunicados orientando a população a não colocar lixo nas ruas durante o período da paralisação. A medida busca evitar o acúmulo de resíduos, mau cheiro e a proliferação de insetos e outros animais.

Em Vila Velha, por exemplo, a administração municipal informou que os moradores devem aguardar o próximo dia regular de coleta em seus bairros para descartar os resíduos.

O que reivindicam os trabalhadores?

A mobilização tem como principal objetivo pressionar pela aprovação do PL 4146/2020, considerado pela categoria um marco para a valorização dos profissionais que atuam na limpeza urbana.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 e aguarda votação no Senado. Entre os pontos previstos na proposta estão:

  • Piso salarial nacional de R$ 3.036;
  • Regulamentação da profissão de limpeza urbana;
  • Aposentadoria especial;
  • Jornada reduzida de seis horas diárias e 36 horas semanais;
  • Adicional de insalubridade equivalente a 40% do piso mínimo da categoria.

 

Segundo representantes dos trabalhadores no Espírito Santo, a paralisação busca dar visibilidade às condições enfrentadas por profissionais responsáveis por um serviço considerado essencial para a saúde pública e a organização das cidades.

“Sabemos que a paralisação pode causar transtornos à população e pedimos o seu apoio e compreensão. Esse movimento acontece porque é preciso mostrar a importância de uma categoria que exerce uma atividade fundamental, mas que ainda enfrenta salários baixos, falta de reconhecimento e condições de trabalho muitas vezes precárias.

Queremos mais dignidade para milhares de famílias trabalhadoras, fortalecendo um serviço indispensável para a saúde pública e organização das cidades! É hora de fazer nossa voz ser ouvida”, destaca nota do Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Serviços Similares no Estado do Espírito Santo (Sindilimpe-ES).

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