Agro & Coop
Em São Mateus, o cooperativismo transforma a vida de alunos de escolas públicas
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Vinícius Baptista

Vinícius Baptista é jornalista, especialista em Gestão de Pessoas e Marketing Político, e apaixonado por contar histórias. Ao longo dos anos, tem rodado o Estado para mostrar como que o agro e o cooperativismo tem transformado a vida das pessoas.
Foto: Divulgação

Um dos sete princípios do cooperativismo é o “interesse pela comunidade”. E lá em São Mateus, a Cooperativa Educacional de São Mateus (Coopesma), também conhecida como Escola Alternativa, está colocando em prática esse princípio e ajudando a transformar a vida de alunos que não podem pagar por um reforço nos estudos. A Coopesma está promovendo cursinhos preparatórios gratuitos para alunos de escolas públicas da região. O projeto, chamado “Futuro em CooperAção”, oferece vagas para estudantes que querem realizar os exames do Enem e do Ifes.

 A iniciativa surgiu em 2025 e conta com a dedicação de 36 voluntários da Coopesma, entre professores e funcionários. Os alunos da cooperativa também contribuem com o projeto ao organizarem e servirem os lanches aos estudantes da comunidade que participam dos preparatórios.

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 Em 2026, duas turmas foram abertas: uma Pré-Enem e outra Pré-Ifes, cada uma com 35 alunos.  A seleção dos candidatos foi feita em parceria com a Superintendência e a Secretaria de Educação de São Mateus, que avaliam o perfil dos interessados. As aulas acontecem aos sábados, nas dependências da Coopesma, tendo iniciado em maio e se estendendo até o próximo mês de novembro. Além das aulas, a cooperativa oferece simulados.

 Em sua segunda edição, o projeto está vinculado ao movimento nacional de voluntariado do cooperativismo no Brasil, o “Dia de Cooperar”. Em 2025, essa rede de solidariedade beneficiou quase 4 milhões de pessoas em todas as regiões do país. O intuito do movimento é colocar em prática o sétimo princípio do cooperativismo, o Interesse pela Comunidade.

 A ação desenvolvida pela Coopesma está conectada a esse princípio, conforme destaca a diretora pedagógica da cooperativa, Zenilza Pauli. “Essa iniciativa desperta reflexões sobre nossas práticas cooperativas, pois uma cooperativa não pode se desenvolver sem ter nenhum vínculo com a comunidade. O projeto representa uma grande oportunidade de fortalecermos essa relação”, afirma. 

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