Irmãos recebem 140 anos de prisão por chacina de família no ES

Crime aconteceu em 2014, na localidade de São Rafael, e teve como vítimas quatro integrantes da mesma família, incluindo uma criança de dois anos; uma das vítimas também foi estuprada.

Escrito por Redação

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Três irmãos foram condenados a 140 anos de prisão, cada um, pelos homicídios qualificados de quatro integrantes de uma mesma família e pelo estupro de uma das vítimas, em um crime ocorrido na localidade de São Rafael, em Linhares, em 2014.

Os réus, identificados como Jairo Conceição dos Santos, Maurício Ramos dos Santos e Ismael Vitor dos Santos Júnior, foram julgados pelo Tribunal do Júri em sessão iniciada na quarta-feira (22) e encerrada por volta das 22h30 desta quinta-feira (23). As penas deverão ser cumpridas em regime inicial fechado.

Atendendo a pedido do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a Justiça determinou a execução imediata das penas. Jairo Conceição dos Santos e Ismael Vitor dos Santos Júnior, que respondiam ao processo em liberdade e participaram do julgamento, tiveram a prisão decretada logo após a leitura da sentença. Já Maurício Ramos dos Santos, que já estava preso preventivamente, teve a custódia mantida.

Ismael Vitor dos Santos Jr. e Jairo Conceição dos Santos | Foto: PCES

O crime

O crime aconteceu no dia 11 de dezembro de 2014, na localidade de São Rafael, em Linhares. Segundo as investigações, a lavradora Francieli Telek de Oliveira, de 20 anos e grávida de três meses, o marido dela, Elielson de Souza, conhecido como “Léo”, e o irmão da jovem, Flávio Telek de Oliveira, de 22 anos, foram assassinados e tiveram os corpos carbonizados.

A filha de Francieli, Mirela Telek Costa, de apenas dois anos e 11 meses, desapareceu após o crime. De acordo com a polícia, as investigações concluíram que a criança também foi morta.

Ainda conforme a apuração policial, Flávio e Elielson teriam sido as primeiras vítimas. Os dois foram mortos com pauladas e golpes de facão em uma área de mata próxima à propriedade rural onde trabalhavam. Já Francieli e Mirela foram assassinadas por asfixia dentro da casa da família. Em seguida, os corpos das quatro vítimas foram carbonizados.

O processo também reconheceu a prática de estupro qualificado contra Francieli, cometido no mesmo imóvel onde a filha dela estava.

Segundo as investigações, familiares relataram que Elielson e Flávio tinham envolvimento com drogas. Além disso, a família trabalhava em propriedades rurais e mantinha desavenças com os três acusados, o que pode ter motivado o crime.

De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), os assassinatos foram premeditados. A investigação apontou que os réus foram até a residência das vítimas com a intenção de executá-las, motivados por conflitos pessoais.

Na sentença, a Justiça considerou especialmente grave o fato de os corpos terem sido carbonizados, o que impediu que os familiares realizassem um enterro digno. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de fogo em parte dos crimes.

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