A eliminação da Alemanha para o Paraguai na segunda fase da Copa do Mundo de 2026 abriu espaço para uma reflexão sobre o momento vivido pela tetracampeã mundial. Em meio à análise sobre a queda precoce da equipe, o jornal norte-americano The Athletic, braço esportivo do The New York Times, publicou um artigo opinativo defendendo que a Alemanha já foi, em determinado momento, a maior seleção da história das Copas do Mundo, superando inclusive o Brasil.
O texto, assinado pelo jornalista Matt Slater e publicado na última segunda-feira, argumenta que a consistência alemã ao longo da história do Mundial colocava a equipe europeia acima da Seleção Brasileira antes da recente sequência de resultados negativos em Copas do Mundo.
Intitulado “Os alemães já foram os reis da Copa do Mundo, agora eles simplesmente não são tão bons assim”, o artigo utiliza como principal argumento o número de vezes em que a Alemanha terminou entre os três primeiros colocados da competição.
Alemanha teve mais pódios do que qualquer outra seleção
Segundo o jornalista, o auge da seleção alemã ocorreu após a conquista da Copa do Mundo de 2014, quando derrotou a Argentina na final e conquistou o quarto título mundial.
Na análise, Slater destaca que, entre as Copas de 2002 e 2014, a Alemanha acumulou uma sequência de campanhas extremamente consistentes: vice-campeã em 2002, terceira colocada em 2006 e 2010, além do título conquistado em 2014.
O artigo lembra ainda que a campanha vitoriosa terminou poucos dias após a histórica goleada por 7 a 1 sobre o Brasil, na semifinal disputada em Belo Horizonte.
“Naquele momento, só os brasileiros mais fanáticos discutiriam com a ideia de que a Alemanha era a maior seleção da Copa do Mundo.”
Regularidade é principal argumento do artigo
Embora reconheça que o Brasil possui cinco títulos mundiais, contra quatro da Alemanha, o texto sustenta que a seleção europeia compensava essa diferença com uma regularidade superior nas campanhas.
Segundo o levantamento apresentado pelo jornalista, a Alemanha alcançou o pódio da Copa do Mundo em 12 oportunidades, sendo:
- 4 títulos mundiais;
- 4 vice-campeonatos;
- 4 terceiros lugares.
De acordo com o artigo, nenhuma outra seleção conseguiu terminar tantas vezes entre os três primeiros colocados da principal competição do futebol mundial.
“O Brasil tinha uma estrela a mais na camisa, mas a Alemanha foi vice-campeã quatro vezes e venceu quatro vezes a disputa pelo terceiro lugar. Seus altos foram mais altos do que os de qualquer outra seleção.”
Artigo analisa queda recente da seleção alemã
Apesar da defesa do protagonismo histórico da Alemanha, o texto reconhece que a realidade atual é diferente.
A eliminação para o Paraguai na segunda fase da Copa do Mundo de 2026 reforça um período de resultados abaixo das expectativas para a seleção tetracampeã, que vem acumulando campanhas irregulares nas últimas edições do torneio.
Para Matt Slater, no entanto, esse cenário não representa necessariamente um declínio definitivo.
Reforma após 1998 é usada como exemplo
O jornalista relembra que a Alemanha também atravessou uma crise esportiva após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 1998.
Na época, a federação alemã promoveu uma ampla reformulação nas categorias de base, nos centros de formação e no modelo de desenvolvimento de jogadores, processo que culminou na geração campeã mundial de 2014.
Segundo o artigo, uma nova reconstrução pode recolocar a seleção alemã entre as principais potências do futebol internacional.
“Pode haver uma sequência disso”, conclui o texto ao sugerir que a Alemanha tem capacidade para voltar ao topo nos próximos ciclos.
Brasil segue como maior campeão da Copa do Mundo
Embora o artigo apresente argumentos baseados na regularidade da Alemanha, o Brasil continua sendo a seleção mais vitoriosa da história da Copa do Mundo.
A Seleção Brasileira soma cinco títulos mundiais (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), além de dois vice-campeonatos, consolidando-se como a única pentacampeã da competição.
Já a Alemanha conquistou quatro títulos (1954, 1974, 1990 e 2014), além de quatro vice-campeonatos e quatro terceiros lugares, números que sustentam a tese apresentada pelo jornal norte-americano sobre a consistência da equipe ao longo da história do torneio.
O debate entre regularidade e número de títulos permanece recorrente entre especialistas e torcedores, especialmente quando se trata da comparação entre as duas seleções mais tradicionais do futebol mundial.





