Mais de 2,6 toneladas de camarão sete-barbas foram vendidas em apenas dois dias na Ilha das Caieiras, em Vitória. Comercializado a R$ 10 o quilo, o produto atraiu consumidores, movimentou a região e ajudou pescadores a escoarem a produção sem a necessidade de intermediários.
A ação foi organizada com apoio da Associação de Pescadores da Grande São Pedro (Aspemade) e também resultou na venda de cerca de 300 quilos de peixes. Entre as espécies comercializadas estavam pescadinha, pé-de-banco, trilha, roncador e outros pescados, todos vendidos a R$ 10 o quilo.
Segundo Celso Henrique Luchini, presidente do Bairro Ilha das Caieiras e vice-presidente da Aspemade, a iniciativa já é realizada há algum tempo e depende tanto da safra do camarão quanto das condições do mercado.
“A ação acontece há algum tempo. Varia muito da safra do camarão sete-barbas e também busca um melhor preço para os nossos pescadores, que muitas vezes precisam entregar a produção para um determinado comprador”, explicou.
Os números registrados nesta semana chamaram atenção. Na segunda-feira (15), foram vendidas mais de 1,5 tonelada de camarão. Já na quarta-feira (17), a comercialização ultrapassou 1,1 tonelada. Somados os dois dias, o volume passou de 2,6 toneladas.
Venda direta fortalece a pesca local
Além de garantir preços mais acessíveis para os consumidores, a iniciativa permite que os pescadores obtenham melhores resultados com a venda da produção. Segundo Celso, a associação atua na divulgação e também auxilia na logística sempre que uma embarcação demonstra interesse em participar da ação.
“Quando temos um barco chegando e o pescador conversa com a gente, fazemos toda essa ação e ajudamos na logística da venda. Foi muito bom. O pessoal pôde comprar camarão a R$ 10 o quilo”, afirmou.
A proximidade do jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo também ajudou a impulsionar as vendas. Nesta sexta-feira (19), o Brasil enfrenta o Haiti pela segunda rodada da fase de grupos da competição disputada nos Estados Unidos.
Para Celso, muitos consumidores aproveitaram a oportunidade para abastecer a cozinha antes da partida. “Amanhã o pessoal vai assistir ao jogo da Seleção comendo um camarão frito ou uma moqueca”, comentou.
Novas ações devem acontecer
O resultado da comercialização foi comemorado pelos pescadores e proprietários das embarcações que participaram da iniciativa.
“Foi um resultado muito satisfatório. O pescador e o dono do barco ficaram muito felizes. Conseguimos ajudar a categoria e também as pessoas que gostam de camarão”, destacou.
Segundo Celso, novas ações poderão ser realizadas quando houver oferta suficiente de camarão e pescado. As datas e locais serão divulgados pelos canais de comunicação da comunidade e pelas redes sociais da associação.


