A Travessia Kon-Tiki voltou a reunir atletas e clubes de remo do Espírito Santo em um dos maiores desafios náuticos do Estado, no último sábado (07). Em sua quinta edição, a prova percorre 45 quilômetros entre Vitória e Guarapari, no formato down wind — com o trajeto a favor do vento — e contou com a participação de 231 atletas distribuídos em 33 canoas.
A competição contempla categorias masculina, feminina e mista, reunindo competidores com idades entre 16 e 65 anos. O tempo médio de conclusão do percurso é de aproximadamente 4h30, variando de acordo com o desempenho de cada equipe.
Desafio esportivo e integração entre clubes
Organizada pelo Clube Cardume Vix, a Travessia Kon-Tiki é coordenada por Aécio Bumachar, Arthur Quintaes, Emerson Pillo, Fernanda Luchi e Laís Diniz. Segundo os organizadores, o evento foi idealizado como um desafio pessoal e coletivo, promovendo a união entre os clubes capixabas e valorizando o litoral do Estado.
A prova também conta com patrocínio do Projeto Baleia Jubarte, além do apoio das prefeituras de Vitória e Guarapari e da empresa Maelly.
De acordo com Arthur Quintaes Silva Alves, um dos organizadores, a equipe é responsável por toda a estrutura do evento, desde a captação de patrocínio até a organização da segurança e divulgação.
“O objetivo é valorizar o nosso litoral, envolvendo segurança, esporte, meio ambiente e turismo. A travessia mostra o quanto o litoral capixaba é espetacular”, destacou.
Percurso inclui pontos turísticos do litoral capixaba
Durante o trajeto entre as duas cidades, os atletas passam por cartões-postais do Espírito Santo, como o Farol de Santa Luzia, a Terceira Ponte e as Três Ilhas, em Guarapari — um dos trechos mais emblemáticos da prova.
A travessia proporciona uma perspectiva diferente da paisagem, permitindo que os competidores visualizem pontos turísticos por um ângulo pouco comum ao público em geral.
Preparação e superação
Participante há três edições, um dos atletas descreveu a experiência como desafiadora e gratificante. Segundo ele, a preparação começa cerca de três meses antes da prova, com treinos intensivos, ajustes na alimentação e alinhamento de rotina com a equipe.
“Sempre é cansativo, é puxado, mas no ano seguinte a gente quer voltar para fazer melhor. A sensação ao chegar em Guarapari é de realização pessoal. Não importa a colocação, é um sentimento de vitória”, relatou.
A prática do remo, para muitos atletas, teve início durante a pandemia, quando atividades ao ar livre passaram a ser alternativas seguras para a retomada do exercício físico e do contato com o mar.
Consolidada no calendário esportivo capixaba, a Travessia Kon-Tiki reforça o potencial do Espírito Santo para o esporte náutico, ao mesmo tempo em que promove integração, turismo e valorização ambiental ao longo do percurso entre Vitória e Guarapari.
Confira uma galeria de imagens do evento:


