Policial civil armado é preso após ameaçar esposa e PMs em Vila Velha
Escrito por Yasmin Baier

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Um policial civil, 60 anos, foi preso autuado em flagrante por injúria e ameaça, na forma da lei Maria da Penha, e resistência à ação policial. Após uma discussão com a esposa, ele teria ameaçado matar a mulher e atirar nos policiais militares que foram até o apartamento do casal, na madrugada desta terça-feira (20), no bairro Praia de Itaparica, em Vila Velha.

De acordo com a Polícia Militar, a mulher relatou que estava em seu apartamento e, após uma discussão, o marido teria a ameaçado. Em seguida, o homem foi até o local onde guardava seu armamento e não encontrou a arma, pois a esposa, em momento anterior, teria guardado em outro local. Devido ao fato, o homem retornou para a sala em busca de um segundo armamento. Neste momento, a mulher, temendo pela própria vida e do filho, acionou o Ciodes (190).

As equipes policiais foram até o condomínio e fizeram contato com a síndica. Diante da situação de flagrante delito e com a autorização da proprietária do imóvel, os militares foram até entrada do apartamento e tocaram a campainha. O homem abriu a porta e ao identificar que eram militares, ele gritou dizendo que pegaria a arma e iniciou uma série de ameaças contra os policiais.

Posteriormente, o homem saiu no corredor com a arma em punho, visivelmente embriagado, e dizendo insistentemente para que ninguém entrasse no apartamento, caso contrário, ele atiraria.

Após diversas tentativas frustradas, a síndica chegou ao local e se ofereceu para tentar acalmar o morador. Ela fez contato telefônico com o homem, que concordou em acompanhar a guarnição até a delegacia.

Aparentemente mais calmo, ele saiu do apartamento com uma arma na cintura, porém foi solicitado que entregasse o armamento aos militares. Ele recusou e, como segunda opção, foi solicitado que deixasse o armamento no interior do apartamento.

Assim, o homem foi encaminhado para o Plantão Especializado da Mulher.

Segundo a Polícia Civil, como a soma das penas não ultrapassa quatro anos, ele teve fiança arbitrada na esfera policial.  O homem foi liberado para responder em liberdade, após o recolhimento da fiança arbitrada pelo delegado da Central de Teleflagrante. A Corregedoria da Polícia Civil irá instaurar uma Investigação Sumária (IS) para analisar o caso no âmbito administrativo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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