Grupo é preso suspeito de fornecer armas de fogo e munições para traficantes do ES
Escrito por Yasmin Baier

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Quatro pessoas, dentre elas um homem com Certificado de Registro de Atirador (CAC), foram presas durante uma operação da Polícia Civil e são suspeitas de integrar um grupo criminoso de Guarapari que fornecia armas de fogo, munições e acessórios a traficantes do município de Vitória. A operação, denominada “Guarapari Drill”, foi deflagrada na última sexta-feira (10).

Durante a operação foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Guarapari e Vitória. Foram presos dois homens e duas mulheres, e apreendidos armas e munições.

De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada de Armas e Munições (Desarme), Daniel Belchior, as investigações foram iniciadas após a apreensão de um fuzil que foi utilizado em uma situação de confronto entre facções rivais. Com a apreensão do armamento, foi possível identificar que haveria um fornecimento de armas por meio de pessoas que conseguiam obter armas licitamente e, posteriormente, revender ao tráfico.

Após as investigações, a polícia chegou a um grupo criminoso que operava em Guarapari e fornecia armas de fogo, acessórios e munições para traficantes ligados ao Primeiro Comando de Vitória (PCV).

Ainda de acordo com o delegado, com o objetivo de conseguir repassar a arma, o homem simulou um furto não levantar suspeitas por parte dos órgãos de investigação.

“O que a gente conseguiu levantar é que ele repassou o fuzil por meio de uma simulação de um furto. Ele simulou que o fuzil tinha sido furtado para justificar essa perda para os órgãos de fiscalização. A partir de então, o homem quis vender mais munições e acessórios. Uma vez bem sucedido esse negócio, isso se tornou algo contínuo. O grupo quis fazer novas vendas”, explicou.

Segundo a polícia, o armamento foi vendido por R$ 70 mil para traficantes de Vitória. Os compradores repassaram o fuzil para traficantes de Vila Velha.

Foram apreendidos também dois computadores, além de armas, munição e uma pasta com pedras preciosas, que serão periciadas.

Participaram da operação, além da Desarme, a Superintendente de Inteligência e Ações Estratégicas (Siae), Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco), Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária, A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) e Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM).

 

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