Sócios e funcionário são denunciados por morte em tirolesa no ES

Além da condenação, o Ministério Público pede o pagamento de indenização de R$ 50 mil aos familiares da vítima

Escrito por Redação

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Foto: Eco Vertical / Imagem ilustrativa

Três sócios e um funcionário da empresa Eco Vertical Turismo de Aventuras Ltda foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) pela morte do engenheiro João Paulo Sampaio dos Reis, de 47 anos, ocorrida em 1º de maio de 2021, durante um passeio de tirolesa no Morro do Moreno, em Vila Velha.

A denúncia, apresentada em 1º de junho deste ano, aponta os envolvidos por homicídio culposo — quando não há intenção de matar, mas há indícios de negligência ou imperícia — e também por fraude processual.

A vítima estava acompanhada da filha, então com 14 anos, e de uma amiga dela no momento do passeio. As investigações concluídas pela Polícia Civil em janeiro deste ano indicam que uma sequência de falhas de segurança levou ao acidente fatal.

João Paulo Reis | Foto: Arquivo

Em um vídeo gravado pelo próprio engenheiro antes do acidente, ele chega a comentar sobre a segurança do equipamento:

Funcionários sem treinamento 

De acordo com o inquérito, um funcionário sem treinamento técnico adequado teria liberado o engenheiro para o trajeto sem o sistema de frenagem manual corretamente acoplado. Com isso, a vítima acabou sendo lançada em queda livre.

Na sequência, ele teria se chocado contra uma plataforma intermediária. Um dos equipamentos de segurança se rompeu e, em seguida, o engenheiro foi arremessado ao solo em alta velocidade.

Suspeita de fraude

O MPES afirma que a tragédia poderia ter sido evitada e classifica o caso como resultado de uma série de falhas previsíveis, envolvendo a ausência de capacitação adequada e o descumprimento de normas técnicas de segurança.

Ainda segundo a denúncia, há indícios de que, após o acidente, houve tentativa de alterar a cena. Um dos sócios teria movido o corpo da vítima e escondido equipamentos de segurança.

Além da condenação, o órgão pede o pagamento de indenização de R$ 50 mil aos familiares da vítima.

Os denunciados são Gustavo Lira da Silva Rocha, operador do equipamento, Geovane Lutes Rodolfo, bombeiro militar e sócio-administrador da empresa, Alex Sandro Melo Magnago, sócio-administrador da empresa e Marloyllner Fernandes, bombeiro militar à época e sócio-administrador.

Os dois bombeiros militares citados receberam sanção interna de repreensão da corporação.

A reportagem tenta contato com os citados. O espaço segue aberto para manifestações.

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