Veja regras para instrutor de CNH sem vínculo com autoescola

Profissional poderá oferecer aulas práticas de direção sem vínculo com autoescolas. Medida faz parte da proposta de mudança na CNH

Escrito por ES360

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Foto: Divulgação

O Ministério dos Transportes divulgou os requisitos para atuação do instrutor autônomo de trânsito, profissional que poderá oferecer aulas práticas de direção sem vínculo com autoescolas. A proposta integra as mudanças no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), atualmente em consulta pública até 2 de novembro.

Para atuar na função, será necessário concluir um curso específico de capacitação, com aulas voltadas ao ensino pedagógico, legislação de trânsito e condução segura. Após o curso, o candidato realizará uma prova de avaliação e, se aprovado, receberá certificado de conclusão.

O instrutor deverá ser capaz de orientar o aluno sobre normas de trânsito, reforçar conteúdos teóricos durante as aulas práticas e oferecer feedback sobre o desempenho.

Autorização e registro

Após o curso, o profissional precisará de autorização do Detran para exercer a atividade. O nome será incluído em uma lista nacional de instrutores habilitados, mantida pelo Ministério dos Transportes.

O veículo utilizado nas aulas, seja do aluno ou do instrutor, deverá atender às normas de segurança do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), respeitando o limite de idade da frota e possuindo identificação visível de veículo de ensino.

As aulas ministradas deverão ser comunicadas ao Detran local, responsável pela fiscalização.

Fiscalização e credenciamento

Os instrutores autônomos serão fiscalizados pelo Detran, que exigirá a apresentação de documentos durante as aulas, como CNH, credencial de instrutor, Licença de Aprendizagem Veicular e Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo.

A Carteira de Identificação Profissional será emitida de forma gratuita pelo site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), após o cumprimento de todos os requisitos.

Redução de custos na habilitação

A proposta do governo federal prevê redução significativa no custo para tirar a CNH, especialmente nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio).

Hoje, o valor pode chegar a R$ 3,2 mil. Com as mudanças, o governo estima uma redução de até 80%.

Os exames teórico e prático continuarão obrigatórios para a emissão do documento.

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