A instalação de novas catracas com portas giratórias no Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) provocou protestos e gerou polêmica entre os estudantes nesta quarta-feira. Os equipamentos, semelhantes aos utilizados em agências bancárias, contam com sistema de reconhecimento facial para o acesso ao espaço.
Alunos criticam a medida e afirmam que a nova política de entrada pode acabar selecionando o tipo de público que frequenta o restaurante, além de dificultar o acesso de quem depende do serviço diariamente.
Segundo o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Pedro Lucas, a principal reclamação é a obrigatoriedade do cadastro facial, que pode levar até 30 dias para ser concluído. “Somos contrários. Acreditamos que a política está sendo mal executada. Havia diálogo com a reitoria de uma maneira respeitosa para reduzir as catracas, mas acabou acontecendo o contrário. Os estudantes poderiam optar pelo cadastramento facial ou pelo CPF. Com essa mudança, é obrigado a ter facial e demora 30 dias”, afirmou.
Ainda de acordo com o representante estudantil, a instalação das catracas tem causado mais confusão na rotina acadêmica. “Ao invés de melhorar o acesso ao RU, acabam investindo em equipamentos que segregam e causam mais confusão na rotina de quem depende do restaurante”, completou.
Durante o horário de almoço desta quarta-feira, estudantes realizaram um protesto em frente ao RU. Novas manifestações já estão programadas, incluindo um ato às 17h desta quarta e outro nesta quinta-feira, às 14h, em frente à reitoria. Realizamos um protesto hoje no horário do almoço, realizaremos outro às 17h, e faremos um último na reitoria, amanhã às 14h”, disse Pedro Lucas.
O que diz a Ufes:
As portas são semelhantes às utilizadas por agências bancárias, mas não possuem detector de metal, pois o objetivo é realizar o controle de acesso. O investimento total foi de R$ 196,9 mil, realizado pela empresa terceirizada. Esse valor contempla a aquisição de sete catracas, toda a adequação de infraestrutura necessária e a instalação dos equipamentos de leitura por biometria facial.


