Filho sem nome do pai? Veja como resolver pela internet

Plataforma digital permite incluir o nome do pai no registro e iniciar investigação sem sair de casa no Espírito Santo

Escrito por Redação

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Paternidade
Paternidade. Foto: Freepik

Mais de 3 mil crianças são registradas sem o nome do pai todos os anos no Espírito Santo. Agora, um novo sistema digital dos cartórios permite reconhecer a paternidade pela internet e até iniciar investigações sem sair de casa.

A plataforma, disponível no site oficial dos Cartórios de Registro Civil, marca uma mudança no acesso a esse direito. Além do reconhecimento voluntário online, o sistema também permite que a mãe indique o suposto pai de forma digital, dando início ao processo diretamente pelo sistema.

Como funciona

O procedimento pode ser feito de forma totalmente online. Pais e mães preenchem os dados na plataforma, que encaminha o pedido ao Cartório de Registro Civil responsável.

O processo segue as mesmas regras do atendimento presencial, com exigência de consentimento das partes envolvidas. No caso de filhos menores, por exemplo, a mãe precisa autorizar. Já filhos maiores de idade devem concordar com o reconhecimento.

Quando a mãe indica o suposto pai, o sistema identifica automaticamente registros de nascimento vinculados a ela que não possuem paternidade reconhecida. A partir disso, o pedido segue para análise e pode ser encaminhado à Justiça.

O que muda na prática

A principal mudança é a facilidade de acesso. Antes, o processo exigia deslocamento até um cartório. Agora, pode ser iniciado e acompanhado pela internet.

A vice-presidente do Sindicato dos Notários e Registradores do Espírito Santo, Fabiana Aurich, afirma que “a possibilidade de realizar o reconhecimento de paternidade por meio digital representa um avanço significativo na ampliação do acesso a esse direito”, ao destacar que a medida pode ajudar a reduzir o número de crianças sem o nome do pai.

Por que isso importa

O reconhecimento de paternidade garante direitos básicos, como acesso a benefícios sociais, pensão alimentícia, herança e inclusão em políticas públicas.

Mesmo assim, os dados ainda mostram um cenário de alta demanda. Desde 2020, quase 21 mil crianças foram registradas no Espírito Santo apenas com o nome da mãe.

Desafio ainda é grande

O problema não é exclusivo do Estado. Em todo o país, mais de um milhão de recém-nascidos foram registrados sem o nome do pai desde 2020.

A expectativa é que a digitalização ajude a reduzir esses números, tornando o processo mais rápido e acessível.

A nova plataforma já está disponível e pode ser acessada pela internet.

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