A Mocidade Unida da Glória (MUG) definiu o samba-enredo que embalará o desfile no Carnaval de Vitória 2027. A obra vencedora foi apresentada à comunidade e será a trilha sonora do enredo desenvolvido pelo carnavalesco Petterson Alves e pelo enredista Diego Araújo, que promete levar para a avenida uma viagem pela história da cachaça e sua importância na formação cultural do Brasil.
Interpretado por Thiago Brito, o samba mistura referências à produção da bebida, à cultura popular, à religiosidade e às tradições do interior. Logo nos primeiros versos, a composição também faz alusão ao sonho da escola de conquistar seu 11º título no Grupo Especial.
“Desce uma pinga pra comemorar / A décima primeira eu vou buscar / Oi, fecha a conta e passa a régua pra vitória / Sou Mocidade Unida da Glória”
A letra percorre diferentes momentos da história da cachaça, desde os canaviais e engenhos até sua presença nas festas populares e nas manifestações religiosas, ressaltando também o papel da população negra na produção da bebida durante o período escravocrata.
Outro trecho faz referência ao orgulho capixaba e ao caráter festivo do enredo.
“Você! A chama ardente que não se apaga / A ousadia do capixaba / Que ‘toma uma' pra esquecer o dissabor”
A composição é assinada por Diego Nicolau, Gigi da Estiva, Fernando Brito, Léo Soares, Renne Barbosa, Rafael Prates, Charles Silva, Rafael Gigante, Gilberto Oliveira, Turko, Rafa do Cavaco, Jeferson Oliveira, Babby do Cavaco, Imperial, Silvio Mesquita, Fábio Souza, Richard Valença e Sandro Compositor.
Com o samba definido, a MUG inicia uma nova etapa da preparação para o Carnaval de Vitória 2027, intensificando os ensaios e os trabalhos rumo ao desfile no Sambão do Povo.
Confira a letra do samba-enredo
Desce uma pinga pra comemorar
A décima primeira eu vou buscar
Oi, fecha a conta e passa a régua pra vitória
Sou Mocidade Unida da Glória
Meu Deus do céu, é tudo cana!
O sol dourando o canavial Guarda o bagaço, vou querer até o tacho
Corta em cima, planta embaixo
Pra colher um carnaval
Ruge meu Leão do Norte
O negro não teve a sorte de provar o que plantou
Só lida, bebida pra “enricar” Senhor de Engenho
Gira a moenda na labuta
As faces de um Brasil de luta
Incorporou, se lambuzou na alquimia
No alambique, dose de pura euforia
Bem doce, bem forte… Bendita!
Tem reza e proteção nessa birita
Nos goles de uma lembrança
Delícia é festança do interior
Saudade da roça maltrata
E faço um poema alucinado de amor
Você! A chama ardente que não se apaga
A ousadia do capixaba
Que “toma uma” pra esquecer o dissabor
Bota uma pro santo que ele pede
Água que passarinho não bebe
Aqui no meu Leão
A alegria é sem moderação


