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ES precisa de mobilização para aproveitar nova onda de desenvolvimento
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Thiago Santos

Empresário e presidente do LIDE ES

Foto: Sedes/Divulgação

O Espírito Santo atravessa um dos períodos mais promissores de sua história recente. Com equilíbrio fiscal, capacidade elevada de investimento público, indicadores sociais em alta e uma carteira bilionária de projetos estruturantes, o Estado vive um cenário que vem despertando atenção crescente de empresários e investidores de todo o país.

Mas, para além dos números positivos, penso que o Espírito Santo precisará cada vez mais de ampliar a sua capacidade de articulação institucional e mobilização coletiva para transformar essa janela de oportunidades em desenvolvimento sustentável de longo prazo, para a população do Estado, para empreendedores e fornecedores locais.

Esse foi o eixo central de um encontro realizado dias atrás em Vitória pelo LIDE ES, reunindo representantes do empresariado, do poder público e de instituições ligadas ao desenvolvimento econômico. O debate marcou o lançamento do Fórum de Desenvolvimento do Espírito Santo, previsto para o segundo semestre de 2026, iniciativa voltada à construção de uma agenda integrada de crescimento para o Estado.

Os indicadores ajudam a explicar o otimismo em relação ao momento atual. O Espírito Santo possui atualmente capacidade de investimento equivalente a cerca de 20% da receita disponível, índice acima da média nacional, e mantém há anos a nota A no Tesouro Nacional. O orçamento estadual prevê mais de R$ 4 bilhões em investimentos públicos este ano, enquanto levantamento do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) projeta um recorde histórico de R$ 137,6 bilhões em investimentos até 2029.

No centro dessa nova dinâmica econômica está o avanço de grandes projetos de infraestrutura e logística. Um dos destaques é o ParkLog ES, em Aracruz, considerado o maior investimento em infraestrutura da história do Estado, com cerca de R$ 12,3 bilhões em aportes públicos e privados. O complexo reúne portos, ferrovias, rodovias, aeródromos, uma ZPE privada e a montadora GWM, ampliando a capacidade logística e industrial capixaba.

A avaliação predominante entre especialistas e lideranças empresariais é de que o Espírito Santo reúne hoje condições raras no cenário brasileiro: estabilidade institucional, ambiente fiscal organizado, capacidade de investimento e localização estratégica. O desafio passa a ser como transformar esse potencial em protagonismo econômico duradouro.

Nesse contexto, ganhou destaque naquele debate do LIDE ES dias atrás a necessidade de maior integração entre diferentes atores locais, do setor produtivo, instituições, poder público, universidades e sociedade civil, para fortalecer a capacidade do Estado de atrair investimentos, desenvolver empresas locais e ampliar sua inserção nacional e internacional.

A presidente da NOVA ES, Patricia Gouvêa, apresentou a estrutura atual da agência estadual de atração de investimentos, criada com inspiração em modelos adotados em Estados como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A proposta é a agência atuar como facilitadora para novos empreendimentos e ampliar a competitividade do Espírito Santo na disputa por investimentos.

Na minha exposição, destaquei a importância de ampliarmos o relacionamento estratégico do Estado com outros polos econômicos do país, especialmente São Paulo, defendendo maior articulação institucional e mobilização empresarial diante desse novo ciclo de desenvolvimento.

O Espírito Santo vive de fato um momento decisivo. O que precisamos, cada vez mais, é de mobilização e articulação institucional para divulgar o nosso potencial, trazendo novos investimentos e garantindo a sustentabilidade do nosso desenvolvimento.

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