O lago de águas claras cercado por vegetação, com faixa de areia e deque de madeira, são o cartão de visitas do Balaio, novo restaurante da Rota da Ferradura, em Buenos Aires, Guarapari. Aberto ao público em abril, o espaço aposta na integração com a natureza e reúne mirante para a Pedra do Elefante, área externa em meio ao bosque e hospedagem em uma das regiões que mais crescem no turismo de montanha no Espírito Santo.
O restaurante fica logo no início da rota principal, para quem sobe pela entrada da BR-101, e aposta em uma experiência mais voltada à permanência. A ideia é que o visitante não vá apenas para almoçar e ir embora. O espaço reúne área interna, ambiente externo, bosque com lago, mirante e hospedagem.
Segundo a sócia-proprietária Mariana Perutti, o local já funcionava como cerimonial e chegou a ter um bistrô menor antes da ampliação. “Eles decidiram construir um restaurante maior e abrir mais para o público”, explicou.
Lago, bosque e vista para a Pedra do Elefante

A estrutura chama atenção justamente pela integração com a paisagem da Rota da Ferradura. No meio do terreno, um lago foi incorporado ao bosque, criando uma área de contemplação que virou um dos pontos mais fotografados do espaço.
Além disso, o restaurante conta com um mirante voltado para a Pedra do Elefante e para a região de Guarapari. O ambiente externo tem mesas abertas para a paisagem e áreas de convivência espalhadas pelo terreno.
A proposta acompanha o perfil que vem consolidando a Rota da Ferradura como um dos destinos mais procurados do interior de Guarapari. O circuito reúne restaurantes, cafeterias, cachoeiras, hospedagens e mirantes em um trajeto de cerca de 18 quilômetros entre Buenos Aires, Boa Esperança e Arraial do Jabuti.
Hospedagem em expansão

Além do restaurante, o Balaio também aposta na hospedagem, um dos segmentos que mais cresceram na região nos últimos meses. Atualmente, o espaço possui três suítes em funcionamento e outras seis estão em construção.
Os quartos ficam dentro do sítio, são decorados e têm vista para as montanhas. As acomodações contam ainda com jardim de inverno e banheira de porcelana posicionada de frente para a paisagem. Segundo Mariana, a procura por hospedagem na rota aumentou junto com a movimentação turística.
Menu executivo e pizza à noite

Na cozinha, a proposta segue uma linha contemporânea, com pratos executivos, opções para compartilhar, entradas, carta de vinhos e drinks. De quarta-feira a sexta-feira, o restaurante trabalha no almoço com menu executivo, incluindo entrada, prato principal e sobremesa.
O valor atual é de R$ 66, mas deve sofrer reajuste nas próximas semanas. À noite, a casa passa a oferecer pizzas de massa artesanal.
Segundo a proprietária, a ideia foi criar um ambiente mais voltado ao conforto e à permanência. “É uma comida afetiva, com preço tranquilo, pensada para a pessoa curtir a vista e a natureza”, disse.

O que mais fazer na Rota da Ferradura
A Rota da Ferradura deixou de ser apenas um endereço associado à gastronomia para se consolidar como um roteiro turístico completo nas montanhas de Guarapari. O trajeto de cerca de 18 quilômetros conecta comunidades como Buenos Aires, Boa Esperança e Arraial do Jabuti, reunindo mirantes, cachoeiras, cafés, hospedagens e espaços voltados ao turismo de experiência.
Um dos pontos mais procurados é o Mirante do Elefante, em Buenos Aires. Do alto, a vista alcança praias, centro urbano, BR-101 e a sequência de montanhas da região. No local, o Café com Foto virou parada frequente para quem percorre a rota.
Outro trecho conhecido é a Avenida dos Apaixonados. Com quase quatro quilômetros de extensão, a via reúne paisagismo, intervenções visuais e espaços de convivência.
Na Vila Anunciatta, visitantes encontram a chamada Rua do Lazer, com restaurante, playground, artesanato, empório, doceria, sorveteria, hospedagem e o Museu da Cachaça, criado há cerca de 20 anos por Lauro de Franco Seda.
As cachoeiras também ajudam a movimentar o fluxo turístico. A Cachoeira de Buenos Aires tem acesso por estrada de terra e trilha curta. Já a Cachoeira do Pernambuco exige percurso mais longo pelo leito do rio e não é indicada para crianças e idosos.
A região ainda reúne pontos ligados à cultura e à religiosidade local, como a Igreja de São Bento, na comunidade de Boa Esperança.





