A logística deixou de ser apenas transporte de cargas. Hoje, integrar portos, ferrovias, energia e armazenagem em um único sistema é o que determina a competitividade de um estado ou de um país. Essa visão orienta um conjunto de projetos estruturantes em desenvolvimento no Espírito Santo capazes de conectar produção, escoamento e mercado internacional.
No município de Presidente Kennedy, o Porto Central recebeu em março deste ano um financiamento de R$ 2,18 bilhões aprovado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, destinado à infraestrutura portuária. O aporte viabiliza a implantação do Terminal de Transbordo e Exportação de Petróleo.
A EF-352, batizada de Ferrovia Ministro Alysson Paolinelli, é um projeto ferroviário estruturante e privado de 1.850 quilômetros que ligará Presidente Kennedy, no Espírito Santo, a Anápolis, em Goiás. O empreendimento já tem contrato firmado com o Governo Federal e Agência Nacional de Transportes Terrestres, e já se encontra em fase de licenciamento, complementando a integração logística entre a Carga e o Porto, que nasce com operações no mar, e já possui o modal rodoviário.
Presidente Kennedy vive um momento de expansão. Além do Porto, seus Terminais e Ferrovia, também conta com investimentos em Geração de Energia, Datacenter e no mercado imobiliário, que responde com novos projetos residenciais e comerciais que acompanham esse crescimento. Portos, ferrovias e cidades avançam juntos, na mesma lógica de planejamento de longo prazo.
A logística tem sido um tema que ultrapassa esses projetos específicos e ganha corpo em outros espaços de discussão do estado, como o LIDE ES, grupo de relacionamento empresarial que reúne lideranças capixabas de setores importantes da economia do estado. Diante do volume de investimentos anunciados para o Espírito Santo nos últimos anos, cresce o diálogo entre essas lideranças a percepção de que reduzir os gargalos de infraestrutura é condição para sustentar o escoamento da produção estadual.
Esses projetos mostram que o caminho já começou a ser trilhado. Cabe agora ao poder público e à iniciativa privada manter esse ritmo, para que o Espírito Santo consolide sua posição como um dos principais polos logísticos do Brasil.






