
E os outros países?
A produção no restante da Europa é bem mais confusa em relação a essas classificações. A França segue denominações muito próprias e não adota esses termos. Portugal tem uma grande série de qualificações (novo, colheita, escolha, grande escolha, reserva, grande reserva, reserva de família e vai por aí afora) e não há um padrão muito claro. Além disso, os vinhos são submetidos à Comissão Vinícola Regional (CVR). Aí ocorre um problema: são várias CVRs espalhadas no país e não há exatamente um padrão norteando o trabalho de todas elas.
Está bem… Mas e o vinho reservado??
Não chega a ser um golpe de marketing, mas a criação da expressão “reservado” por latino-americanos, principalmente os chilenos, chega perto disso. Criou-se uma confusão intencional entre “reserva”, “gran reserva” e “reservado”. As palavras são próximas, a qualidade, no entanto, está bem distante. O ponto fundamental: o vinho reservado não passa por amadurecimento. Por conta disso, é um vinho bem mais simples, sem complexidade. No entanto, muitas vezes é adquirido como um grande tinto, um rótulo de qualidade superior. Está longe disso. Essa confusão com as qualificações na América do Sul acontece por conta da falta de referência para as qualificações. No caso da Europa, pode não haver padrão, como em Portugal e na Itália, mas ao menos existem comissões para avaliar a produção. Já no Chile, na Argentina e no Brasil não há regra nenhuma.





