Durante a operação, a cabeça do jacaré era visível de cima do bueiro. Ao abrir a tampa, o animal fugiu para a boca de lobo no meio da rua. A equipe levou cerca de 10 minutos para abrir o local com um macaco hidráulico e finalmente, capturar o bicho.
Após a retirada, a equipe do Projeto Caiman inspecionou os bueiros para verificar se outros animais estavam no local, mas nenhum outro foi encontrado. A equipe destacou que a presença de jacarés é comum na área devido à proximidade com uma lagoa.
Outro jacaré foi visto na praia
Menos de 24 horas antes do aparecimento do jacaré no bueiro, outro animal foi visto na Praia de Camburi, na capital.
Uma pessoa que estava no local no momento do ‘mergulho’ do jacaré gravou um vídeo da cena. Veja no final da reportagem.
A Polícia Militar foi acionada e entrou em contato com a equipe do Projeto Caiman. Quando os profissionais chegaram ao local, o jacaré já havia retornado à vegetação, mas deixou pegadas e marcas da cauda, que indicavam o caminho seguido em direção ao Parque Costeiro, da mineradora Vale — de onde provavelmente havia saído.
Segundo Lucas Yu, a presença de jacarés nessa área também não é um fato isolado. “O parque da mineradora e os arredores possuem ecossistemas que favorecem a permanência da espécie. O jacaré-do-papo-amarelo está entre os répteis ameaçados de extinção, e sua aparição reforça a importância da preservação ambiental na Grande Vitória”, afirmou.
Lucas também explicou que, embora tenha sido visto na praia, esse tipo de jacaré vive em água doce, o que torna o ambiente marinho inadequado para ele. “O contato prolongado com água salgada pode ser prejudicial para o animal”, completou.
O Projeto Caiman alerta que, ao avistar um jacaré, o ideal é não se aproximar e acionar imediatamente a equipe de resgate. O número para contato é (27) 99763-9757.


