Linhares recebe, até sábado, a 7ª edição da Lidera AgroTech. Com mais de 100 expositores, a feira reúne produtores rurais, empresas, pesquisadores, estudantes e profissionais do agronegócio para apresentar tecnologias, compartilhar conhecimento e estimular novos negócios.
Realizado no Parque de Exposições de Linhares, o evento mostra a força de uma região onde o agro faz parte da economia e da vida de milhares de famílias. Do café ao cacau, passando pelo mamão e por diversas outras culturas, o Norte do Espírito Santo concentra algumas das principais cadeias produtivas do Estado.
Para o organizador da feira, Wanderson Lins, o crescimento da Lidera AgroTech aconteceu de forma gradual e acompanha a evolução do agronegócio na região. Segundo ele, um dos diferenciais do evento é abrir espaço para grandes empresas, pequenos produtores e agroindústrias.
“O principal objetivo não é só negócio. É conectar pessoas, compartilhar conhecimento e dar oportunidade para que pequenos produtores e agroindústrias também possam apresentar o trabalho que desenvolvem e crescer.”
A expectativa da organização é receber cerca de 15 mil visitantes durante os três dias de programação e movimentar entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões em negócios.
Do Espírito Santo para o mundo: o caminho do mamão capixaba
Entre os destaques da feira está uma cultura que ajuda a levar o nome do Espírito Santo para diferentes países. Produzido em Linhares, o mamão capixaba é reconhecido pela qualidade e atende às exigências de mercados como Europa, Estados Unidos, Oriente Médio, Rússia e países da América do Sul.
Para conquistar esses mercados, produtores vêm investindo em práticas que reduzem o uso de produtos químicos e ampliam o controle biológico, buscando uma produção cada vez mais sustentável.
Presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Mamão (BRAPEX), José Roberto explica que a qualidade da fruta deixou de estar ligada apenas ao sabor e à aparência.
“O consumidor também quer saber como esse alimento foi produzido. Ele procura qualidade, responsabilidade ambiental, responsabilidade social e segurança do alimento.”
Segundo ele, produzir com responsabilidade ambiental também agrega valor ao produto e amplia as oportunidades de comercialização.
José Roberto destaca que esse cuidado beneficia também o consumidor brasileiro. De acordo com ele, cerca de 70% da produção das empresas exportadoras permanece no mercado interno, mantendo o mesmo padrão de qualidade destinado aos países importadores.
Além de representar empresas exportadoras, a BRAPEX também orienta produtores interessados em conhecer essas práticas, compartilhando tecnologias que ajudam a tornar a produção mais sustentável e competitiva.
A programação da Lidera AgroTech segue até sábado, com palestras, exposição de tecnologias e debates sobre temas ligados ao agronegócio.





