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Ozempic, Wegovy e afins: o que ninguém te conta sobre os hábitos de quem usa

Se você ainda acha que as canetas injetáveis (GLP-1) são só sobre perda de peso, prepare-se para uma virada de perspectiva. Pesquisadores e marcas de consumo já notaram algo curioso: quem usa essas medicações começa a ter comportamentos alimentares radicalmente diferentes.

Usuários de semaglutida, liraglutida e similares relatam — e estudos confirmam — redução significativa na vontade de consumir açúcar, alimentos ultraprocessados e bebidas alcoólicas. Em paralelo, aumenta o interesse por proteínas, frutas, verduras e suplementos.

Isso acontece porque os agonistas de GLP-1 atuam diretamente no sistema de recompensa cerebral, reduzindo o prazer associado a comidas hiperpalatáveis. É como se o cérebro ressignificasse o que é ‘gostoso'. Um reset metabólico e neurológico ao mesmo tempo.

E aí veio uma virada no mercado: indústrias de snacks ultraprocessados já reportaram queda nas vendas em países com alta adesão às canetas — enquanto o mercado de proteínas e suplementos explodiu.

O que isso significa para quem usa (ou pensa em usar):

  •       A medicação facilita escolhas mais saudáveis — mas o acompanhamento nutricional é essencial para potencializar isso
  •       Risco de ingestão proteica insuficiente pela redução do apetite — suplementação pode ser necessária
  •       Não é atalho: sem mudança de hábitos, o efeito não se mantém ao parar a medicação
Foto de Julia Rocha

Julia Rocha

Julia Rocha é nutricionista há 6 anos, especialista em Nutrição Hospitalar pelo Hospital Israelita Albert Einstein e expert em modulação intestinal e emagrecimento. Atua como estrategista digital, unindo ciência, comunicação e lifestyle com uma abordagem leve e atual.

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