Maior fornecedor ilegal de “canetas emagrecedoras” é preso no ES

As canetas, segundo a polícia, eram vendidas nas redes sociais

Escrito por Josue de Oliveira

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As canetas emagrecedoras ilegais eram anunciadas pelas redes sociais. Fotos: Divulgação (Redes Sociais)

O maior distribuidor ilegal de “canetas emagrecedoras” no Espírito Santo foi preso durante a operação  “Efeito Colateral” realizada pela Subsecretaria de Inteligência da Segurança Pública. A ação teve como foco combater a comercialização clandestina dessas substâncias, vendidas irregularmente por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais. Outras cinco pessoas foram presas, entre empresários e profissionais que trabalhavam em unidades de saúde.  As prisões aconteceram em Serra e Vila Velha.

Segundo as investigações, os produtos eram anunciados e comercializados principalmente pelo WhatsApp e outras plataformas digitais. De acordo com a polícia, a operação não teve como alvo o uso terapêutico regular das substâncias, mas sim o crescimento do mercado clandestino envolvendo as chamadas “canetas emagrecedoras”, muitas delas sem qualquer certificação e com origem ilegal.

As investigações apontam que parte dos produtos vinha do Paraguai, entrando no Brasil pela fronteira do Mato Grosso antes de serem distribuídos na Grande Vitória e também no interior do Estado.

Além disso, alguns dos medicamentos apreendidos ainda estariam em fase de testes no exterior e sequer foram aprovados para comercialização em qualquer país do mundo. Segundo a polícia, é um crime grave contra a saúde pública e muitas pessoas não têm ideia dos riscos envolvidos ao utilizar esse tipo de produto sem procedência e sem controle adequado.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em imóveis localizados na Serra e em Vila Velha. Durante a operação, a polícia encontrou grande quantidade de substâncias proibidas, além de carimbos médicos, receitas e documentos que agora serão analisados pela investigação.

Segundo os investigadores, o principal alvo preso se apresentava como responsável por uma rede de atendimento clandestino, alegando ter pessoas credenciadas atuando em farmácias e postos de saúde.

A polícia também apura a possível participação de profissionais da saúde no esquema, incluindo a emissão de receitas e atestados médicos para aquisição dos produtos. Durante o cumprimento dos mandados, seis pessoas foram autuadas em flagrante, sendo quatro mulheres e dois homens, e encaminhadas ao sistema prisional.

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