Funcionário de energia diz que foi confundido com golpista no ES

Fabiano Rosa afirma estar enfrentando constrangimentos

Escrito por Josue de Oliveira

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O funcionário diz que está sendo confundindo com golpista após ter foto exposta no whatsapp. Fotos: Divulgação

Um funcionário terceirizado, identificado como Fabiano Rosa de Sousa, que presta serviços para a EDP afirma estar enfrentando constrangimentos e dificuldades para trabalhar após ter sua imagem divulgada em grupos de WhatsApp em Guarapari, sendo acusado de se passar por funcionário da concessionária para aplicar golpes.

Segundo ele, a situação começou na manhã do dia 12 de maio, quando ele esteve em um condomínio na Praia do Morro para realizar um procedimento técnico relacionado ao fornecimento de energia elétrica de uma unidade consumidora.

Ele afirma que estava uniformizado, utilizando crachá e seguindo os protocolos da empresa. No entanto, a entrada no prédio não foi autorizada pela portaria e o atendimento acabou registrado como “local fechado”.

Depois disso, imagens do trabalhador registradas pelas câmeras do condomínio começaram a circular em grupos de mensagens da cidade acompanhadas da acusação de que ele seria um golpista tentando entrar nos prédios de Guarapari.

Após a divulgação, Fabiano relata que passou a enfrentar dificuldades para entrar em outros condomínios durante o trabalho e afirma ter sido alvo de julgamentos sem que houvesse qualquer abordagem ou confirmação das informações.

“Ninguém me perguntou nada. Se tinham alguma dúvida tinham que ter chamado a polícia, não divulgar minha imagem, sem nem conversar. Estava uniformizado e tinha todos os dados do apartamento”, afirmou.

O trabalhador registrou boletim de ocorrência e diz que pretende buscar medidas legais contra a divulgação das imagens. Pai de dois filhos, Fabiano também disputou uma vaga na Câmara de Guarapari nas eleições de 2024, quando recebeu mais de 500 votos e ficou como suplente.

Mesmo após a repercussão do caso, ele afirma que decidiu continuar trabalhando normalmente. “Não sou criminoso. Continuei trabalhando para mostrar que sou um trabalhador honesto”, declarou.

A reportagem do Sim Notícias procurou a empresa terceirizada, mas as ligações não foram atendidas. Já a EDP informou que o profissional é colaborador de uma empresa prestadora de serviços da concessionária e que estava realizando sua atividade normalmente. A Distribuidora esclarece que ele estava devidamente identificado, uniformizado e executando uma ordem de serviço regular.

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