Porteiro de escola particular é preso com fotos íntimas de alunos

Polícia encontrou imagens de abuso infantil e fotos de adolescentes uniformizados no celular do suspeito

Escrito por Redação

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Foto: Divulgação/PCES

Um porteiro de 48 anos, de uma escola particular da Grande Vitória, foi preso em flagrante após a Polícia Civil encontrar, em seu celular, fotos de alunos uniformizados de uma instituição onde ele trabalhou por 16 anos. As imagens focavam nas partes íntimas dos jovens.

De acordo com a polícia, a investigação começou em fevereiro de 2026, a partir de uma denúncia recebida por um órgão dos Estados Unidos responsável por reunir informações sobre crimes de abuso e exploração sexual infantil em plataformas digitais. O material foi repassado à Polícia Federal e, posteriormente, encaminhado às autoridades do Espírito Santo.

As apurações iniciais tinham como alvo o filho do porteiro, um jovem de 22 anos. Segundo o delegado Brenno Andrade, responsável pelo caso, ele possuía 76 arquivos em seus dispositivos. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Crimes Cibernéticos, identificou o suspeito e solicitou à Justiça a prisão preventiva, além de mandado de busca e apreensão.

A prisão do jovem foi cumprida no domingo (26/4), e, na segunda-feira (27/4), os policiais estiveram na casa da família para realizar buscas. Durante a operação, o comportamento do pai chamou a atenção dos investigadores.

Pai apresentou atitudes suspeitas

Ainda segundo a polícia, o homem entregou o celular do filho, que estava escondido dentro de roupas, o que causou estranheza, já que o jovem já havia sido preso no dia anterior. Em seguida, o pai chegou a acessar o computador da residência para mostrar arquivos, mas depois alegou ter esquecido a senha, impedindo nova verificação.

Diante da atitude suspeita, os policiais pediram o celular do porteiro, que afirmou tê-lo perdido. O aparelho, no entanto, foi localizado dentro de um armário após os agentes solicitarem que a esposa ligasse para o número.

No telefone, foram encontradas imagens de abuso sexual semelhantes às investigadas no caso do filho. Nesse momento, o homem recebeu voz de prisão em flagrante.

Além do conteúdo ilegal, a polícia identificou fotos de adolescentes uniformizados de uma escola particular onde o suspeito afirmou ter trabalhado por 16 anos como monitor. Ele não confessou os crimes. Para os investigadores, há indícios de que as imagens tenham sido produzidas nesse período, já que as vítimas aparecem com uniforme escolar.

“No telefone do pai, descobrimos imagens de abuso e exploração sexual infantil no mesmo sentido que o filho dele estava sendo investigado. Nesse momento, foi dada voz de prisão em flagrante. Além das imagens de abuso, o que chamou a atenção da polícia foi que foram localizadas fotos de adolescentes de uma escola particular na Grande Vitória. Ele afirmou que trabalhou naquela escola por 16 anos como monitor, mas não confessou o crime”, explicou o delegado.

Atualmente, o homem trabalha há cerca de três anos em outra escola da região. Segundo a polícia, até o momento, não foram encontradas imagens relacionadas à instituição atual.

Tentou transferir a culpa para o filho

O suspeito tentou atribuir a responsabilidade pelo material ao filho, alegando que ambos compartilhavam o mesmo aparelho. No entanto, de acordo com a investigação, existem elementos que indicam possível autoria própria.

Os dispositivos apreendidos serão submetidos à perícia. O porteiro foi preso por armazenamento de material de abuso sexual infantil e por importunação sexual.

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