O preço do gás de cozinha voltou a subir em revendedoras da Grande Vitória e já chega a R$ 120 em alguns bairros. O reajuste começou a ser aplicado nesta terça-feira (7) pelas distribuidoras e já é sentido por consumidores.
Segundo Cleber dos Santos Almeida, revendedor e presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás GLP no Espírito Santo (Sinregás), o aumento começou a valer nesta semana e ainda pode variar de acordo com cada revenda.
De acordo com ele, no início do ano o botijão de gás era vendido entre R$ 90 e R$ 110. Agora, em alguns locais, o preço já está entre R$ 110 e R$ 120, valor que pode incluir a taxa de entrega.
Ainda segundo o representante do setor, o aumento está relacionado ao cenário internacional, principalmente ao conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, que tem pressionado o preço do petróleo e de derivados no mercado global.
“O principal fator é a guerra envolvendo o Irã, que fez com que o valor do gás e dos combustíveis aumentasse no mundo todo”, explicou.
Cleber também destaca que o preço pode variar dependendo da estrutura de cada revendedor. Empresas menores, com menos funcionários e custos fixos mais baixos, podem conseguir vender o produto por um valor menor.
Vale Gás Capixaba
No Espírito Santo, famílias em situação de vulnerabilidade social podem contar com o Vale Gás Capixaba, benefício criado pelo governo do Estado para ajudar na compra do botijão.
O auxílio é de R$ 100, pago a cada dois meses, e é destinado a famílias em situação de extrema pobreza cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico).
Para ter direito ao benefício, é necessário:
- morar no Espírito Santo;
- estar inscrito no Cadastro Único com dados atualizados nos últimos 24 meses;
- ser beneficiário do Bolsa Família;
- ter renda familiar por pessoa de até R$ 218;
- ter pelo menos uma criança com menos de 6 anos na família;
- não receber o Auxílio Gás dos Brasileiros, do governo federal.
A seleção das famílias é feita automaticamente pela Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), com base nos dados do CadÚnico. O benefício é pago por meio de um cartão magnético, que pode ser usado apenas para compras na função débito em estabelecimentos que aceitam Banescard. Não é permitido sacar o dinheiro.
Cada família pode receber seis parcelas de R$ 100, liberadas a cada dois meses. Quem quiser saber se tem direito ao benefício pode consultar a lista no site da Setades ou procurar o CRAS ou a Central do Cadastro Único mais próxima, levando o número do NIS.
* Com informações da TV SIM SBT


