Idosa vive em meio ao lixo e família pede ajuda no Sul do ES

Casa no distrito de Soturno, em Cachoeiro de Itapemirim, virou depósito de entulho; familiares relatam acúmulo compulsivo e risco à saúde

Escrito por Redação

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Foto: Reprodução/TV Sim/SBT

Uma idosa de 70 anos vive em meio ao lixo no distrito de Soturno, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A casa onde ela mora se transformou em um depósito de entulho, levantando preocupações sobre saúde e segurança.

Segundo familiares, o acúmulo de lixo dentro do imóvel é tão grande que a idosa já não tem espaço adequado nem para dormir. Os filhos pedem ajuda de autoridades para conseguir retirar a mãe da situação e garantir melhores condições de vida.

De acordo com a filha, Heloísa Cândido, o comportamento começou após a morte do marido. “Ela começou juntando, juntando… já queimamos muitas coisas, mas ela não se controla. Diz que os vizinhos dão objetos e que é normal guardar, mas para a gente não é normal”, relatou.

A residência apresenta dificuldades de acesso devido à grande quantidade de materiais acumulados. No andar térreo, a circulação é praticamente impossível. Moradores da região também denunciam a presença constante de ratos.

“Já teve mês que gastei mais de cem reais com remédio para rato. Não tínhamos sossego nem para dormir, porque eles ficavam roendo tudo”, contou uma vizinha.

Profissionais de saúde alertam que casos como esse podem estar relacionados ao transtorno de acumulação compulsiva, uma condição que leva a pessoa a guardar objetos em excesso e a não reconhecer o problema.

Foto: Reprodução/TV Sim/SBT

A família afirma que já realizou limpezas no local, mas sem sucesso. Segundo os relatos, a situação piorou com o tempo e também afetou o relacionamento familiar.

Outro ponto de preocupação é que a idosa estaria realizando uma construção irregular na área do imóvel, que já acumula grande quantidade de lixo, aumentando os riscos estruturais e sanitários.

A filha afirma que a mãe se recusa a procurar atendimento médico e reforça que não consegue resolver a situação sozinha. “Peço ajuda de alguma autoridade que possa nos apoiar nessa causa, porque eu quero o melhor para minha mãe. Eu acredito que tudo vai dar certo”, disse.

Nota da Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim informou que a equipe de assistência social esteve na casa da senhora citada na reportagem, mas ela recusou ajuda. Ainda assim, o município informou que uma nova abordagem será realizada, desta vez com apoio da Saúde, por meio do Caps-AD.

Conteúdo colaborativo
Jornalista Samuel de Fraga

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