Morte de comandante quebra sequência de mais de 600 dias sem feminicídio em Vitória

Dayse foi morta dentro de casa pelo ex-namorado, um policial rodoviário federal, na madrugada desta segunda-feira (23)

Escrito por Redação

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Foto: Reprodução / Instagram

O assassinato da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, na madrugada desta segunda-feira (23), interrompeu um período de mais de 600 dias sem registros de feminicídio na capital capixaba. O caso, que causou forte comoção, reacende o alerta para a violência contra a mulher mesmo após um longo intervalo sem ocorrências desse tipo.

Primeira mulher a ocupar o comando da Guarda Municipal, Dayse foi morta dentro de casa pelo ex-namorado, um policial rodoviário federal. Segundo a polícia, há indícios de que o crime foi premeditado.

A perícia científica encontrou sinais de arrombamento na porta do quarto da vítima. Dayse foi localizada caída no chão, com marcas de tiros na nuca. Cinco projéteis foram recolhidos no local.

>> Leia também: Vestígios indicam que assassinato de comandante da Guarda foi premeditado

De acordo com as investigações iniciais, o suspeito utilizou uma escada para acessar o quarto e levava na bolsa ferramentas como alicate, chave de corte, álcool e faca — elementos que reforçam a hipótese de planejamento do crime.

Após atirar contra a ex-companheira, o homem tirou a própria vida na cozinha da residência, conforme informou a polícia.

Relacionamento conturbado

Familiares relataram que a comandante vinha sendo perseguida pelo ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. Apesar disso, não houve registro formal da situação, e o caso nunca chegou a ser investigado.

Natural de Vitória, ela cresceu no bairro Santo Antônio, era formada em Pedagogia e ingressou na Guarda Municipal em 2012, construindo uma trajetória marcada pelo destaque na segurança pública e na defesa feminina. Suas últimas publicações nas redes sociais abordavam justamente o enfrentamento à violência contra a mulher.

Luto oficial

Em nota, a Prefeitura de Vitória lamentou a morte da comandante e destacou sua atuação no serviço público. “Sua partida deixa um legado de respeito, força e compromisso com o serviço público”, informou.

A administração municipal decretou luto oficial de três dias e prestou solidariedade aos familiares, amigos e integrantes da Guarda Municipal.

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