Alexandre Vieira Brito é psicólogo e mestre em Psicologia Institucional pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Possui especialização em Filosofia e Psicanálise pela Ufes, bem como em Políticas Públicas e Socioeducação pela Universidade de Brasília (UnB). Possui experiência em saúde mental, formação profissional, políticas públicas e socioeducação. Realiza atendimento clínico desde 2010. Também é professor universitário e palestrante, articulando a psicologia em suas interfaces com outros saberes.
20 de agosto de 2024
Em entrevista à BandNews FM Espírito Santo, o psicólogo Alexandre Brito abordou a importância das terapias tradicionais e alternativas no cotidiano. Brito explicou que, embora a terapia com um profissional seja essencial para tratar questões psicológicas, outras práticas podem ter efeitos terapêuticos que complementam esses tratamentos. “Terapia é um processo de cuidado que envolve a medicina tradicional ou o acompanhamento com um psicólogo credenciado”, afirmou.
Ele ressaltou que a psicoterapia é uma prática regulamentada e essencial para tratar condições psicológicas específicas. No entanto, diversas atividades diárias também podem ter efeitos terapêuticos, embora não substituam a terapia profissional. “Um simples descanso, uma ida à praia ou estar com amigos pode ser terapêutico. São momentos que trazem equilíbrio e conforto, mas que não devem ser confundidos com tratamento profissional”, explicou Brito.
Não é terapia, mas é terapêutico
Brito destacou a diferença entre terapia e atividades que geram efeitos terapêuticos. Enquanto a terapia é um tratamento conduzido por profissionais de saúde, algumas práticas diárias, como a música, a dança e o contato com a natureza, podem proporcionar alívio e bem-estar. No entanto, ele alertou que essas atividades, por mais benéficas que sejam, não substituem o acompanhamento psicológico profissional.
Além das práticas pessoais, o psicólogo mencionou as terapias alternativas, que são reconhecidas pelo Ministério da Saúde e fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre essas práticas, estão a acupuntura, a meditação e a fitoterapia. “Essas terapias complementares podem ser eficazes em vários tratamentos, como no alívio de efeitos colaterais da quimioterapia ou no tratamento de ansiedade e depressão”, disse Brito.
Relaxar na praia, ouvir música ou se conectar com amigos pode ser terapêutico. Crédito: Freepik
As terapias alternativas, segundo Brito, são abordagens interdisciplinares que devem ser conduzidas por profissionais capacitados. “Não se deve temer essas práticas, pois são regulamentadas e realizadas por profissionais qualificados. Elas agregam valor ao tratamento tradicional, mas não o substituem”, enfatizou.
Ele também explicou que cada terapia alternativa pode ser mais adequada para diferentes situações. Por exemplo, a yoga é eficaz no tratamento da ansiedade, enquanto a acupuntura pode ajudar a aliviar dores físicas e crises de pânico. Já a musicoterapia é recomendada para crianças e idosos, promovendo bem-estar através da música e do movimento.
Não deixe de lado a psicoterapia
O psicólogo Alexandre Brito reforçou a importância de não substituir a terapia com um psicólogo por atividades que, embora terapêuticas, não oferecem o mesmo suporte profissional. “É fundamental entender que as práticas terapêuticas são complementares e não substituem o tratamento psicológico. Cada uma tem seu lugar e sua função na promoção do bem-estar”, concluiu.
Para o profissional, o autoconhecimento é um processo contínuo e pode ser aprimorado através dessas práticas complementares. “A tendência é que, ao se conhecer melhor, a pessoa tenha uma vida com mais qualidade, sabendo o que funciona melhor para si”, finalizou.