Além do Divã
Até onde a saúde mental suporta atos de preconceito contínuos?
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Alexandre Vieira Brito

Alexandre Vieira Brito é psicólogo e mestre em Psicologia Institucional pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Possui especialização em Filosofia e Psicanálise pela Ufes, bem como em Políticas Públicas e Socioeducação pela Universidade de Brasília (UnB). Possui experiência em saúde mental, formação profissional, políticas públicas e socioeducação. Realiza atendimento clínico desde 2010. Também é professor universitário e palestrante, articulando a psicologia em suas interfaces com outros saberes.

O preconceito no ambiente de trabalho, na escola ou dentro de uma relação gera conflitos a todos envolvidos. Entretanto, o que sofre e ouve as ofensas tende a ter complicações na saúde mental.  Os dados mostram que o caso de racismo sofrido por Vinícius Jr. no exterior, não é tão diferente no Brasil, quando o assunto é o aumento de atos racistas. Assim, a discriminação racial, sexual, entre outras, pode potencializar o surgimento de doenças e síndromes que prejudicam a saúde psicológica, como ansiedade e depressão.

Segundo Ministério da Saúde, no índice de suicídio entre adolescentes e jovens negros no Brasil é 45% maior do que entre brancos. Os dados são do Ministério da Saúde e mostram ainda que o risco aumentou 12% entre a população negra, nos últimos anos e permaneceu estável entre brancos. Nesse recorte, a faixa etária de 10 a 29 anos é a que mais sofre, principalmente os do sexo masculino, que têm chance 50% maior de tirar a vida do que entre brancos da mesma idade.

Em entrevista à BandNews FM ES nesta segunda-feira (22), o psicólogo Alexandre Britto explica de que forma o preconceito pode prejudicar a saúde mental do indivíduo.

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