Com a chegada dos jogos da Seleção Brasileira, aumenta também o uso de fogos de artifício, rojões e outros artefatos sonoros durante as comemorações. O que para muitos torcedores é motivo de festa, para cães e gatos pode representar momentos de grande estresse e sofrimento.
Isso acontece porque a audição dos animais é muito mais sensível do que a dos seres humanos, fazendo com que estampidos e ruídos intensos sejam percebidos de forma amplificada. Em alguns casos, o medo pode provocar desorientação, tentativas de fuga e até acidentes.
Diante desse cenário, a Prefeitura de Vitória iniciou uma campanha de conscientização para orientar tutores sobre os cuidados necessários com os animais de estimação durante os dias de jogos da Seleção.
A ação alerta para os impactos causados por fogos de artifício, rojões, vuvuzelas e outros sons altos, além de reunir orientações simples para ajudar a proteger cães e gatos durante as comemorações.
Barulho pode causar pânico
De acordo com a médica veterinária da Semmam, Ana Ramos, a preparação do ambiente antes dos jogos é uma das principais formas de reduzir o impacto do barulho sobre os animais: “Dias de jogos trazem uma sobrecarga de estímulos estressores para os animais, como o som alto das vuvuzelas e os fogos de artifício. Esse cenário pode oferecer riscos severos e muito sofrimento mental para os pets. É essencial que os tutores adotem medidas preventivas de manejo e enriquecimento ambiental, garantindo um espaço seguro e acolhedor para que o animal passe pelo período de maior barulho com o menor impacto possível à sua saúde e bem-estar”, destaca.
Entre os principais riscos estão crises de medo intenso, tentativa de fuga, acidentes domésticos, quedas, atropelamentos e até desaparecimento de animais que escapam durante o momento de maior agitação.
Cuidados para proteger os animais durante os jogos
A orientação da Semmam é que os tutores se antecipem e organizem a rotina dos pets antes do início das partidas. Medidas simples podem fazer diferença para manter os animais mais seguros:
- Criar um refúgio seguro dentro de casa, mantendo portas e janelas fechadas para reduzir o som externo e evitar fugas. Sempre que possível, o ideal é que o tutor permaneça por perto, transmitindo segurança ao animal.
- Orientar as visitas. Em dias de jogos, é comum haver circulação maior de pessoas na residência, o que aumenta o risco de portas abertas, escapes e oferta inadequada de alimentos. Petiscos de festa, bebidas e alimentos humanos não devem ser oferecidos aos animais.
- Uso de estratégias de abafamento acústico, como deixar a televisão ligada ou colocar músicas relaxantes em volume moderado, para ajudar a mascarar os ruídos externos.
- Brinquedos interativos, mordedores recheáveis e atividades de enriquecimento ambiental também podem ajudar a distrair cães e gatos durante o período de maior barulho.
Identificação pode ajudar em caso de fuga
A campanha reforça ainda a importância da identificação visual. Cães e gatos devem usar coleira com placa contendo o nome do animal e telefone atualizado do tutor. Essa medida simples aumenta as chances de localização caso o pet consiga fugir.
Animais com histórico de ansiedade severa, medo extremo de barulho ou comportamento de risco devem ser avaliados previamente por um médico veterinário. Nesses casos, o acompanhamento profissional é essencial para definir a melhor conduta de forma segura.
Torcida também é responsabilidade
A prefeitura reforça que o cuidado com os animais faz parte da guarda responsável e deve ser incorporado à rotina das famílias, especialmente em datas de grande movimentação e comemoração coletiva.
A orientação é simples: dá para torcer, celebrar e reunir a família sem transformar a festa em sofrimento para os pets. Proteger os animais também é uma forma de respeito à vida, ao bem-estar e à convivência responsável na cidade.





