A seleção da República Democrática do Congo terá que cumprir um período de isolamento de 21 dias antes de embarcar para os Estados Unidos para disputar a Copa do Mundo FIFA de 2026.
A informação foi confirmada pelo diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para o Mundial, em entrevista à ESPN norte-americana. Segundo ele, a delegação congolesa deverá permanecer isolada na Bélgica, onde já realiza treinamentos preparatórios para a competição.
A medida foi adotada em razão do surto de Ebola registrado no leste da República Democrática do Congo, situação que vem sendo monitorada por autoridades sanitárias internacionais e pela Fifa.
Governo dos EUA exige manutenção de “bolha” sanitária
De acordo com o representante da Casa Branca, a seleção congolesa precisará manter uma “bolha sanitária” rígida durante o período de isolamento para garantir autorização de entrada em território norte-americano.
“Deixamos bem claro para o Congo que eles devem manter a integridade da sua bolha por 21 dias antes de poderem vir a Houston em 11 de junho. Também deixamos bem claro para o governo do Congo que eles precisam manter essa bolha ou correm o risco de não poderem viajar para os EUA”, afirmou.
Ainda segundo o dirigente, o objetivo é impedir riscos sanitários durante a realização da Copa do Mundo.
Fifa monitora surto de Ebola
A Fifa informou que acompanha de perto o avanço do surto de Ebola na República Democrática do Congo e mantém contato constante com autoridades sanitárias dos países-sede do Mundial.
Em nota oficial, a entidade afirmou que trabalha junto à Federação de Futebol da República Democrática do Congo, à Organização Mundial da Saúde (OMS) e aos governos dos Estados Unidos, México e Canadá para garantir a segurança da competição.
“A Fifa está ciente e monitorando a situação relativa ao surto de Ebola e mantém contato próximo com a Federação de Futebol da República Democrática do Congo para garantir que a equipe esteja ciente de todas as orientações médicas e de segurança”, informou a entidade.
A organização destacou ainda que a saúde dos atletas, delegações, torcedores e demais envolvidos é prioridade durante o torneio.
Surto já causou mortes no país africano
O surto de Ebola identificado no leste da República Democrática do Congo já provocou 177 mortes e contabiliza cerca de 750 casos suspeitos, segundo autoridades sanitárias internacionais.
De acordo com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, ainda não existe vacina nem tratamento específico para a cepa Bundibugyo, responsável pelo atual surto.
A expectativa da OMS é desenvolver uma solução médica nos próximos meses.
EUA impõem restrições para viajantes
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também anunciou restrições sanitárias que devem afetar torcedores ligados à seleção congolesa.
A medida tende a limitar a entrada de pessoas que estiveram recentemente na República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias.
As autoridades norte-americanas avaliam os protocolos sanitários como fundamentais para a realização segura da Copa do Mundo de 2026.
Participação da seleção na Copa não está ameaçada
Apesar das restrições sanitárias, a participação da República Democrática do Congo na Copa do Mundo segue confirmada.
A seleção africana integra o Grupo K da competição, ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão.
A estreia será no dia 17 de junho, em Houston, diante da seleção portuguesa liderada por Cristiano Ronaldo.
Copa do Mundo de 2026 terá formato ampliado
A Copa do Mundo FIFA de 2026 será disputada em Estados Unidos, Canadá e México.
O torneio contará pela primeira vez com 48 seleções e terá 104 partidas ao longo da competição.
A abertura será realizada no dia 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, enquanto a final acontecerá no dia 19 de julho, na região de Nova York/Nova Jersey.





