O hino nacional brasileiro foi eleito o melhor da Copa do Mundo de 2026 pelo site americano The Athletic, braço esportivo do New York Times. A análise, publicada após a primeira rodada do torneio, avaliou as músicas oficiais das 48 seleções participantes e classificou o hino do Brasil como uma “obra-prima”.
A publicação destacou a capacidade da canção de criar conexão emocional entre jogadores e torcedores, principalmente durante momentos antes das partidas. O comportamento das arquibancadas, com torcedores continuando a cantar mesmo após o encerramento da execução oficial, foi apontado como um dos fatores que tornam a música brasileira marcante no ambiente esportivo.
O hino brasileiro, composto a partir da letra de Joaquim Osório Duque Estrada e da melodia de Francisco Manoel da Silva, recebeu nota 9 de 10 no quesito emoção.
Análise destaca introdução e versos marcantes
Entre os principais elogios feitos pelo The Athletic está a introdução orquestral do hino brasileiro, descrita como uma sequência de 28 segundos que prepara o clima antes do início da letra.
O veículo também ressaltou trechos considerados simbólicos da composição, como referências à coragem diante das batalhas, à força nacional e ao sentimento de amor pela pátria.
A análise apontou ainda que, apesar de a música ter uma duração curta, com cerca de 1 minuto e 48 segundos, alguns versos possuem ritmo acelerado e exigem atenção dos cantores.
O trecho “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce” foi considerado o momento mais marcante da canção.
Critérios consideram emoção e conexão com torcedores
O ranking do The Athletic reconheceu que a avaliação possui caráter subjetivo, mas afirmou existir uma lógica para analisar o impacto de um hino nacional.
Segundo a publicação, as melhores músicas são aquelas capazes de provocar sentimento, envolver atletas e torcedores e criar uma atmosfera especial independentemente da nacionalidade.
O levantamento também destacou que alguns hinos ganham força pela forma como são cantados pelas torcidas, citando como exemplo os Estados Unidos e a Escócia.
Hinos sul-americanos aparecem entre os destaques
Além do Brasil, outras seleções sul-americanas também receberam avaliações positivas.
O hino da Colômbia ficou na quarta posição e foi descrito como “magnífico”. A publicação destacou a letra escrita pelo ex-presidente Rafael Núñez, originalmente criada como um poema em homenagem à independência do país, além da introdução marcada por trompetes.
O Uruguai apareceu na nona colocação, com o veículo comparando sua música a algo presente em “O Mágico de Oz”, destacando uma sensação de alegria e aventura musical.
A Argentina ficou na sétima posição, com elogios à emoção transmitida pela composição. Já o Equador ocupou o sexto lugar, também valorizado pelo impacto da música.
O Paraguai apareceu mais abaixo, na 32ª colocação, sendo descrito como um hino agradável, mas menos memorável.
Inglaterra fica na última posição do ranking
Na parte inferior da avaliação, o hino da Inglaterra foi apontado como o pior entre os participantes da Copa do Mundo.
O The Athletic classificou a música como “horrível”, criticando a cerimônia considerada cansativa e uma melodia que “se arrasta” durante a execução.
Outros hinos também receberam críticas. Espanha e Bósnia e Herzegovina foram citadas por não possuírem letras em suas versões oficiais, enquanto a Jordânia foi avaliada negativamente pela repetição de notas e pela dificuldade dos jogadores em manter a afinação.
Apesar das diferenças culturais e musicais entre as seleções, o levantamento reforçou que os hinos seguem como parte importante da identidade dos países durante grandes eventos esportivos, especialmente em uma Copa do Mundo.





