A República Democrática do Congo começou sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 com um resultado importante. Diante de Portugal, uma das seleções mais badaladas do torneio pela possível última participação de Cristiano Ronaldo em Mundiais, os congoleses buscaram reação após sofrer um gol no início e garantiram o empate por 1 a 1 nesta quarta-feira (17), em Houston.
O resultado colocou a seleção africana em uma posição de destaque no Grupo L e reforçou a candidatura do Congo como uma equipe capaz de surpreender na competição. Com uma estratégia defensiva bem organizada e transições rápidas, o time comandado por Sébastien Desabre conseguiu neutralizar boa parte do poder ofensivo português.
O grande nome da partida foi o atacante Yoane Wissa, autor do gol de empate e responsável por liderar as principais ações ofensivas dos Leopardos.
Congo reage após gol relâmpago de Portugal
Portugal começou a partida pressionando e encontrou o caminho do gol logo aos cinco minutos. João Neves apareceu dentro da área e aproveitou cruzamento preciso de Pedro Neto para abrir o placar de cabeça.
O gol poderia ter desmontado o plano do Congo, que iniciou o jogo com uma linha defensiva formada por cinco jogadores, três meio-campistas e uma dupla de ataque responsável pelos contra-ataques.
A equipe africana, porém, não mudou completamente sua postura. Manteve a organização defensiva e passou a explorar mais os espaços deixados pelos portugueses.
Aos poucos, o Congo começou a incomodar. Wissa e Bakambu passaram a encontrar espaços na frente, enquanto os meio-campistas Mukau e Edo Kayembe se aproximavam da área para finalizar.
Pelo lado esquerdo, Masuaku também foi uma das armas ofensivas da equipe, participando das transições rápidas.
A recompensa veio nos acréscimos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio curta, Masuaku recebeu de Mukau e cruzou para Wissa, que apareceu livre na área e deixou tudo igual.
Wissa lidera atuação do Congo
O empate mudou completamente o cenário da partida. O Congo voltou para o segundo tempo mais confiante e passou a controlar momentos do jogo com posse de bola.
Enquanto Portugal tentava recuperar o domínio, os africanos mostravam segurança defensiva e dificultavam a criação de jogadas.
O meio-campo formado por jogadores de forte marcação conseguiu diminuir os espaços de Bruno Fernandes, Vitinha e João Neves, peças importantes da construção portuguesa.
Os alas também tiveram papel fundamental. Com presença pelos lados do campo, o Congo conseguiu impedir que Portugal tivesse facilidade para chegar ao último terço.
Mesmo quando os portugueses aumentaram a pressão, a seleção africana manteve a estrutura e evitou grandes chances claras.

Portugal sente falta de inspiração de Cristiano Ronaldo
A estreia de Cristiano Ronaldo na Copa do Mundo de 2026 ficou longe do esperado. O camisa 7 teve poucas oportunidades e terminou a partida sem conseguir ser decisivo.
Em seu 23º jogo por Mundiais, o astro português finalizou apenas duas vezes, ambas para fora.
O atacante, que disputa sua sexta Copa do Mundo e divide o recorde de participações em Mundiais com Lionel Messi e Guillermo Ochoa, também passou em branco pela 17ª vez no torneio.
Enquanto Messi brilhou na estreia da Argentina com três gols contra a Argélia, Ronaldo teve atuação discreta diante do Congo.
O craque português segue como maior artilheiro da história da seleção de Portugal, com 143 gols, mas ainda busca aumentar sua influência nesta que pode ser sua última oportunidade de conquistar o título mundial.

Congo ganha força no Grupo L
Com o empate, o Congo deixa Houston com um ponto e aumenta sua confiança para a sequência da Copa.
A atuação diante de Portugal mostrou uma equipe disciplinada, competitiva e capaz de enfrentar seleções tradicionais.
A seleção africana volta a campo na próxima rodada para enfrentar a Bélgica, em duelo que pode ser decisivo na briga pela classificação.
Portugal, por outro lado, terá de buscar evolução para confirmar o favoritismo no grupo e evitar uma campanha abaixo das expectativas.




